- Laura Constantini lança no Brasil o Platypus I, primeiro fundo independente para investir em gestoras americanas focadas em estágios iniciais de startups de IA nos EUA.
- O objetivo é capturar o espaço de gestores emergentes, profissionais com passagem por grandes casas ou tech, que costumam concentrar os maiores retornos no mercado americano.
- Entre as gestoras mapeadas está a Mighty Capital, criada por ex-funcionárias do Facebook, com acesso a iniciativas de ex-e talentos de tecnologia.
- O Platypus mira gestoras com patrimônio sob gestão entre US$ 50 milhões e US$ 100 milhões, em seu segundo ou terceiro fundo.
- A investidora aponta que a revolução da IA deve gerar uma nova onda de empresas nativas de IA, similar ao impacto da computação em nuvem para o software.
No cenário de IA que transforma o mapa tecnológico global, uma gestora brasileira desenvolve um fundo dedicado a startups em estágio inicial nos EUA. Laura Constantini, ex-Astella, lança o Platypus I para investir em gestoras americanas com teses próprias.
O objetivo é capturar um espaço de alto potencial de retorno, ainda pouco coberto por investidores institucionais brasileiros quando o assunto são venture capital em estágio inicial no exterior. O foco está em gestoras menos vistas, mas com histórico sólido.
Constantini acredita que gestores emergentes nos EUA — profissionais com passagem por grandes casas ou empresas de tecnologia — concentram parte relevante dos ganhos do setor. O Platypus I fica no Brasil e mapeia estratégias de gestoras americanas.
A ideia central do fundo é apoiar gestoras com patrimônio entre US$ 50 milhões e US$ 100 milhões, que já operam seu segundo ou terceiro fundo e dedicam-se a investimentos em estágios iniciais. Entre as opções identificadas está a Mighty Capital.
Foco e estratégia
A gestora brasileira pretende investir em gestoras americanas de early stage, com vistas a gerar exposição a startups em fases iniciais. O Platypus I atua como veículo para facilitar esse acesso, conectando capital brasileiro a oportunidades nos EUA.
A leitura de Constantini parte de uma distorção observada no ecossistema: investidores locais preferem o ambiente familiar, enquanto nos EUA a tendência é explorar gestores menores que operam com maior liberdade. O acesso ocorre principalmente por networking.
Pesquisas da Kauffman Foundation indicam que gestores emergentes respondem por parcela relevante do capital aplicado nos EUA e, mesmo assim, podem entregar grande parte dos retornos. O Platypus prioriza gestoras com histórico de manejo de recursos e foco em early stage.
Contexto de mercado
A executiva aponta que a revolução da IA pode gerar uma nova onda de empresas nativas da IA, assim como a nuvem impulsionou o software como serviço. A expectativa é que startups com foco em IA ganhem relevância em setores tradicionais.
O movimento busca consolidar uma estratégia de investimento que combine o conhecimento do ecossistema brasileiro com o dinamismo do mercado americano. O objetivo é ampliar a participação de capitais nacionais em tendências de longo prazo.
Laura Constantini reforça que o cenário atual favorece gestores que demonstram visão estratégica e capacidade de acrescentar valor em estágios iniciais, em especial em áreas de tecnologia de IA. O Platypus I aguarda operações e aportes selecionados.
Entre na conversa da comunidade