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Governo Lula apresenta aos EUA plano de negociação para evitar tarifaço

Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos recebe mapa brasileiro para evitar tarifa de 25%, com reduções em cerca de 300 linhas e Pix fora das negociações

Lula e Trump se reuniram em 7 de maio, na Casa Branca
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  • Governo brasileiro apresentou aos Estados Unidos, em 2 de julho de 2026, um mapa do caminho para as negociações da investigação da Seção 301, com o objetivo de evitar a tarifa de 25%.
  • O plano prevê reduzir tarifas em cerca de 300 linhas de produto, com foco em setores onde o Brasil tem pouca produção, como máquinas, equipamentos e tecnologia da informação, respeitando as regras da OMC.
  • Temas como Pix e questões da política interna brasileira ficam fora da negociação; conversas devem permanecer apenas na área comercial.
  • Uma nova reunião técnica está marcada para o início da próxima semana, com potencial encontro de alto nível até 15 de julho, quando o presidente dos EUA, Donald Trump, decidirá sobre sanções.
  • As tarifas propostas pela USTR são 25% por práticas desleais de comércio e 12,5% por falta de restrição ao uso de trabalho forçado; há consulta pública até 6 de julho e audiência em 7 de julho.

O governo brasileiro apresentou aos Estados Unidos um “mapa do caminho” para orientar as negociações sobre a investigação comercial em curso. O objetivo é evitar a aplicação da tarifa de 25% prometida por Washington sobre produtos brasileiros. A proposta foi entregue em 2 de julho de 2026, durante reunião entre o ministro Márcio Elias Rosa e o representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer. O conteúdo completo permanece em sigilo.

Segundo o governo, o plano visa responder aos pontos levantados pela Casa Branca sem comprometer setores considerados estratégicos. Entre as medidas está a redução de tarifas em cerca de 300 linhas de produtos, com atenção às regras da OMC. As reduções concentram-se em áreas com menor produção nacional, como máquinas, equipamentos e tecnologia da informação.

Alguns temas ficam fora da negociação, como Pix e questões da política interna brasileira. O governo brasileiro afirma que as conversas devem permanecer estritamente no âmbito comercial, sem envolver decisões do Judiciário ou informações sobre familiares de figuras públicas. O documento também busca demonstrar que as políticas investigadas não provocam distorções nem discriminam empresas norte-americanas.

Novas reuniões a respeito

As autoridades de Brasil e EUA concordaram em dedicar mais tempo para detalhar as propostas. As equipes técnicas devem se reunir no início da próxima semana, com nova rodada de alto nível prevista até 15 de julho, data em que Trump pode decidir sobre sanções.

O ministro Márcio Elias Rosa informou que houve avanços na análise dos seis temas da Seção 301: comércio digital, tarifas preferenciais, combate à corrupção, proteção à propriedade intelectual, etanol e desmatamento ilegal. Ele destacou que o diálogo tem sido construtivo e que mais tempo é necessário para alinhar posições.

As tarifas em discussão

A Agência de Comércio dos EUA apresentou propostas de tarifas nos dias 1º e 2 de junho de 2026. São 25% por práticas desleais de comércio e 12,5% por falta de restrição ao uso de trabalho forçado. As tarifas ainda não entraram em vigor, pois há uma consulta pública com prazo até 6 de julho, seguida de audiência em 7 de julho. A decisão final de Trump está prevista para 15 de julho.

Participação política e repercussões

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) está inscrito para participar da audiência pública nos EUA, conforme documento de inscrição. O objetivo informado é pedir a suspensão do tarifaço e propor uma solução negociada. O governo brasileiro tem acompanhado o desdobramento, sem divulgar avaliações sobre impactos políticos internos.

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