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Mercosul-Japão pode elevar 18,4% das exportações, aponta Fiemg

Acordo Mercosul-Japão pode beneficiar 18,4% da pauta exportadora brasileira, elevando competitividade e reduzindo tarifas de importação

Bandeiras do Brasil e do Japão - São Paulo - SP, 30/04/2017
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  • A Fiemg aponta que, se confirmado, o acordo Mercosul-Japão pode beneficiar cerca de US$ 1,7 bilhão (18,4%) da pauta exportadora brasileira, com foco em alimentos e bebidas, ferroligas e óxidos de alumínio.
  • Nas importações, US$ 4,6 bilhões em produtos, como peças automotivas e máquinas, poderiam ter tarifas reduzidas ou eliminadas, fortalecendo a competitividade da indústria nacional.
  • Em 2025, o comércio entre Brasil e Japão movimentou US$ 11,54 bilhões.
  • A federação ressalta ganhos para indústria e oportunidades de cooperação, além de potencial aumento de investimentos e inovação.
  • O estoque de investimentos Brasil-Japão em 2025 alcançou US$ 27,9 bilhões, majoritariamente japoneses no Brasil, concentrados na indústria de transformação e no setor automotivo.

A Fiemg aponta que o acordo entre Mercosul e Japão, ainda em fase inicial de negociação, pode trazer ganhos relevantes para a indústria brasileira. O estudo mostra que, se confirmado, haverá benefícios para a exportação e para as importações brasileiras.

Segundo a entidade, a pauta exportadora brasileira poderia ganhar aproximadamente 1,7 bilhão de dólares, equivalente a 18,4% do total, com foco em alimentos, bebidas, ferroligas e óxidos de alumínio. O impacto imediato seria ampliar a presença no mercado japonês.

Nas importações, a previsão é de redução ou eliminação de tarifas para cerca de 4,6 bilhões de dólares em itens como peças automotivas, veículos, máquinas e equipamentos, elevando a competitividade da indústria nacional.

Em 2025, o comércio entre Brasil e Japão somou 11,54 bilhões de dólares, conforme levantamento da Fiemg. A entidade afirma que o avanço reforça a inserção do Brasil no comércio internacional e abre espaço para mais investimentos.

Para Verônica Winter, coordenadora de Facilitação de Negócios Internacionais da Fiemg, a aproximação pode ampliar o acesso de produtos ao Japão e reduzir custos de insumos e tecnologias importadas, fortalecendo a indústria brasileira.

Ela também destaca que o Japão é um mercado exigente e a preparação das empresas brasileiras será essencial para aproveitar as oportunidades, especialmente nos setores já exportadores.

Potenciais efeitos setoriais

A Federação aponta que a indústria de transformação e a agropecuária devem liderar os ganhos, respondendo por boa parte dos produtos com tratamento preferencial, estimados em 81,8% da pauta com possibilidade de facilitação.

Além do comércio, o texto argumenta que o acordo pode estimular investimentos bilaterais, inovação, bioenergia e descarbonização, contribuindo para um ambiente de negócios mais estável entre os dois países.

Em 2025, o estoque de investimentos entre Brasil e Japão atingiu 27,9 bilhões de dólares, sendo a maior parte de investimentos japoneses no Brasil, concentrados na indústria de transformação e no setor automotivo.

A Fiemg sustenta que o aprofundamento dessa relação pode modernizar a indústria brasileira, incorporar novas tecnologias e elevar a competitividade brasileira no cenário global.

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