- A Chicago Advisory Partners afirma que a portabilidade de crédito via Open Finance pode reduzir pela metade o endividamento das famílias; exemplo, um empréstimo de R$ 15 mil em 36 meses passa de 39% da renda com juros de 9% ao mês para 19,7% com juros de 3% ao mês.
- Cenários com dados da Vector360 mostram: alta taxa de cerca de 9% ao mês gera 39% de comprometimento da renda; cenário intermediário aponta 28%; referência com 3,31% ao mês resulta em 19,7%.
- O mercado brasileiro de crédito totaliza R$ 7,2 trilhões, sendo R$ 4,5 trilhões (63%) destinados a pessoas físicas, com crescimento de 13,6% ao ano.
- No CPC (crédito pessoal sem garantia), cinco grandes instituições enfrentam impactos diferentes: Bradesco e Itaú teriam perdas de carteira estimadas (respectivamente) em R$ 3,83 bilhões e R$ 3,62 bilhões, enquanto Nubank teria ganho de carteira de cerca de R$ 5,60 bilhões.
- O cronograma prevê a portabilidade via Open Finance para o CPC, com etapa seguinte para crédito consignado, hoje em torno de R$ 800 bilhões; o uso do Vector360 facilita benchmarking e pode reduzir de vinte para cinco dias úteis o processo de portabilidade.
A portabilidade de crédito, prevista pelo Open Finance, pode reduzir o endividamento das famílias brasileiras. Em simulação da Chicago Advisory Partners, um trabalhador médio considera um empréstimo de R$ 15 mil em 36 meses. Em taxas altas de cerca de 9% ao mês, a parcela compromete 39% da renda. Com portabilidade para instituições mais competitivas, a taxa cai para 3% ao mês, reduzindo o comprometimento para 19,7%.
O estudo cita dados da plataforma Vector360, que reúne taxas de crédito de várias instituições em tempo real. Mesmo em um cenário de concentração bancária, a mobilidade de crédito tende a ampliar a competição e a transparência, segundo os pesquisadores. O mercado total de crédito no Brasil hoje soma cerca de R$ 7,2 trilhões, com R$ 4,5 trilhões destinados a pessoas físicas.
Cenários apresentados pela Chicago, com base nas informações da Vector360, mostram diferentes impactos. No cenário de alta taxa, a parcela da renda fica em 39%. No intermediário, o comprometimento cai para 28%. No cenário de referência, com 3,31% ao mês, a queda leva a 19,7%.
A avaliação aponta que a abertura de dados e a portabilidade devem favorecer a redução dos spreads entre instituições. Pesquisa aponta que a taxa ponderada mensal do CPC poderia recuar de 5% para 4,7% já na fase inicial, pressionando bancos a renegociarem condições para manter clientes.
No âmbito setorial, a análise compara cinco grandes bancos no segmento de crédito pessoal sem garantia, mercado que soma cerca de R$ 400 bilhões e concentra um quarto do total. A pesquisa sugere mudanças de quota de mercado, com Bradesco e Itaú potencialmente enfrentando saídas líquidas, enquanto Nubank aparece com maior ganho de participação.
Os autores destacam que o Open Finance pode permitir benchmarking de taxas de crédito de forma ágil. Com a plataforma Vector360, o processo de portabilidade, que hoje leva até 20 dias, poderia cair para cinco dias úteis. Essa agilidade é enfatizada como elemento-chave para a competitividade do setor.
O estudo também aponta que a portabilidade de crédito via Open Finance já está prevista pelo Banco Central para o CPC. A próxima etapa envolveria o crédito consignado, com movimentação estimada em cerca de R$ 800 bilhões, ainda sem data definida. emerentes para reguladores e agentes financeiros.
Sobre a Chicago, Vector360 e Ekantika, o relatório lembra que a Chicago atua em projetos estratégicos de Open Finance e na consultoria para diversos setores, incluindo financeiro e seguros. A empresa integra o ecossistema Ekantika, que reúne várias soluções de transformação empresarial.
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