- O preço das mensalidades de cursos presenciais caiu 0,2% em junho na comparação anual; híbrido subiu 8,8% e online 3,5%.
- A Yduqs teve a alta mais expressiva, com presencial subindo 27,5% (mediana), híbrido em 20,9% e online estável; RN e SC puxaram os reajustes.
- A Cogna combinou expansão no híbrido de 14% com recuo no presencial de 9,4% e no online de 2,7%.
- A Anima registrou presencial +4,8% e híbrido +8,1%, enquanto o online caiu 16,7%.
- O levantamento reforça captação fraca no 1º trimestre, mas receita permanece resistente pela performance dos segmentos presenciais e pelo caixa das empresas.
O preço das mensalidades de graduações presenciais caiu levemente em junho, enquanto as modalidades híbrida e online registraram alta. O levantamento do JPMorgan usa dados da QueroBolsa e analisa o período de captação de novos alunos.
As mensalidades presenciais recuaram 0,2% na comparação anual. Já híbrido avançou 8,8% e online subiu 3,5%, revertendo quedas anteriores. O estudo acompanha o ciclo de captação que começa em junho e ganha fôlego em julho e agosto.
Desempenho por instituição
A Yduqs (YDUQ3) apresentou o recorte mais expressivo: presencial subiu 27,5% em junho, híbrido 20,9% e online estável. Estados como RN (+66% online) e SC (+33% presencial) puxaram os aumentos.
Na Anima (ANIM3), o presencial subiu 4,8% e o híbrido 8,1%, mas o online caiu 16,7%. Entre as marcas, Potiguar (+12,2%) e São Judas (+14%) lideraram no presencial.
Cogna (COGN3) combinou alta de 14% no híbrido com queda de 9,4% no presencial e -2,7% no online. A variação reflete mudanças no mix de cursos e a retração observada no ensino a distância.
Panorama por marca e áreas
A Anhanguera, monitorada no presencial, teve recuos expressivos em SP (-15%) e MG (-9%). Unopar registrou salto de 56,6% no híbrido, na operação EAD do grupo. Pitágoras mostrou alta de 52,8% no híbrido.
O JPMorgan alerta para limitações do tracker, que captura apenas calouros. O índice depende da QueroBolsa e pode sofrer vieses por descontos e mudanças de mix.
Captação, resultados e caixa
O relatório também aponta captação fraca no 1º trimestre, com quedas de 14% a 17% em Cogna, Yduqs, Cruzeiro do Sul e Ser Educacional. Anima e Vitru apresentaram quedas menores.
A receita manteve-se estável por preços, com desempenho robusto no segmento presencial. Cogna teve receita de R$ 2,146 bilhões, Ebitda de R$ 680 milhões. Anima faturou R$ 1,120 bilhão, alta de 8%.
O monitor aponta ainda melhoria no caixa, com reduções de endividamento em Cogna (-2%) e Anima (-2,5%), apoiadas por dividendos e aquisições. Santander ressalta a geração de caixa livre como fator-chave do setor.
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