- Brasil critica as novas medidas da União Europeia para restringir importações de produtos siderúrgicos, dizendo que reduzem o acesso ao mercado europeu e não resolvem o excesso de capacidade global.
- A UE adotou restrições quantitativas para entrada de siderúrgicos e aumentou as tarifas acima das cotas de 25% para 50%.
- Economista Ricardo Buso afirmou que o aço está em desvalorização devido à sobreprodução, com a China respondendo por cerca de metade do consumo mundial e impulsionando as exportações.
- A solução sugerida seria os países exportadores encontrarem outros destinos, mas o excesso de oferta mundial dificulta essa alternativa.
- Ele destacou que a indústria sofre com barreiras dos Estados Unidos, enquanto a Europa é parceira, mas não é um dos maiores fornecedores, o que acentua a preocupação com empregos no setor.
O Brasil criticou as novas medidas da União Europeia para restringir as importações de produtos siderúrgicos. Os ministérios das Relações Exteriores e do Desenvolvimento disseram que as mudanças reduzem o acesso ao mercado europeu e não resolvem o excesso de capacidade global.
A UE passou a adotar restrições quantitativas para a entrada de aço e aumentou as tarifas acima das cotas. A tarifa subiu de 25% para 50% nesses casos, segundo o governo brasileiro.
Em entrevista ao Conexão Record News, o economista Ricardo Buso afirmou que a UE firmou acordo com o Mercosul em resposta ao protecionismo dos Estados Unidos, e acabou repetindo a estratégia. O especialista explicou que a desvalorização do aço acompanha o excesso de oferta mundial, impactando preços desde março.
Contexto macro
O superávit de aço é alimentado pela exportação chinesa, que responde por grande parte do abastecimento global. A produção doméstica chinesa, ligada ao setor imobiliário, gera excedente que pressiona os preços internacionais.
Segundo Buso, a solução passaria por redirecionar mercados para destinos diferentes, mas o cenário atual dificulta esse reposicionamento diante do equilíbrio volumoso entre regiões.
A indústria teme impactos maiores com as barreiras norte-americanas do que com as da Europa. Mesmo assim, o setor acompanha com atenção o efeito sobre empregos, diante de uma indústria intensiva em mão de obra.
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