- Apesar do aumento da demanda, os preços do arroz continuam baixos, não recompondo a rentabilidade da atividade.
- O Cepea aponta que a oferta restrita no Rio Grande do Sul mantém as cotações estáveis/baixas.
- O Plano Safra ampliou a oferta de crédito, mas produtores defendem renegociação de dívidas para viabilizar a recuperação.
- Há demanda das indústrias e interesse do mercado externo, porém isso não basta para recompor a rentabilidade.
- A recuperação econômica do setor depende da ampliação do crédito rural e de medidas de reestruturação financeira dos produtores.
O setor produtivo de arroz enfrenta dificuldades mesmo diante de uma demanda aquecida. As cotações ainda não conseguiram melhorar a rentabilidade da atividade, segundo especialistas do setor.
O Plano Safra ampliou a oferta de crédito, mas as entidades ligadas ao cultivo apontam que a medida precisa vir acompanhada de renegociação de dívidas. Muitos orizicultores seguem endividados e sem condições de recuperar o equilíbrio financeiro.
De acordo com Cepea, a oferta de arroz no Rio Grande do Sul continua restrita, segurando os preços. Do lado da demanda, as indústrias precisam comprar, e o mercado externo demonstra maior interesse. Ainda assim, os valores atuais não recompõem a margem de lucro.
Representantes do setor destacam que a recuperação depende de ampliar o crédito rural e de medidas para reestruturar as finanças dos produtores. A sustentabilidade da cadeia produtiva do arroz depende dessas mudanças para manter a produção viável.
Desdobramentos e perspectivas
A recuperação econômica da atividade é acompanhada por demandas por políticas de longo prazo. Pesquisas apontam que novas linhas de crédito com condições mais flexíveis podem favorecer a recuperação dos produtores no RS e em outras regiões.
Especialistas ressaltam a importância de ações coordenadas entre governo, cooperativas e indústrias. O objetivo é reduzir o peso da dívida e facilitar a renegociação, mantendo a cadeia produtiva estável e sustentável.
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