- A Receita Federal tem reforçado operações para sufocar o braço financeiro das facções criminosas, com pelo menos seis ações grandes nos últimos dois anos.
- A operação mais recente revelou 50 toneladas de cocaína líquida escondidas em toras de madeira.
- Também houve apreensão de 115 toneladas de acetato de etila, utilizado no refino de cocaína.
- Em novembro, a Receita identificou que uma empresa do Texas foi usada para lavar dinheiro do crime organizado no Brasil.
- Em outra frente, foram retidos R$ 600 milhões em esquema envolvendo empresas de ônibus; no setor de combustíveis houve movimentação bilionária por meio de postos, instituições financeiras e fundos de investimento, com uma empresa com escritório na Faria Lima. A estimativa é de que mais de R$ 11 bilhões tenham sido retirados das mãos do crime organizado nos últimos dois anos.
A Receita Federal tem intensificado as operações para sufocar o braço financeiro de facções criminosas. Nos últimos dois anos, foram pelo menos seis grandes operações nesse sentido.
A mais recente descoberta mostra um novo método dos traficantes: pelo menos 50 toneladas de cocaína líquida escondidas em toras de madeira. A prática evidencia a evolução das ruas para ocultação de ativos ilícitos.
Em outra apreensão, a Receita identificou 115 toneladas de acetato de etila sendo transportadas irregularmente. O chemical é utilizado no refino de cocaína, ampliando o potencial de lavagens de dinheiro associadas ao narcotráfico.
Em novembro, foi revelada a atuação de uma empresa sediada no Texas, nos Estados Unidos, que teria sido usada para lavar recursos do crime organizado no Brasil. A descoberta abriu investigações sobre fluxos transfronteiriços.
Além disso, R$ 600 milhões foram retidos em um esquema que utilizava empresas de ônibus para lavagem de dinheiro, consolidando a atuação do crime organizado no setor de transportes.
No setor de combustíveis, a Receita apurou movimentação bilionária envolvendo postos, instituições financeiras e fundos de investimento em duas operações. Uma das empresas envolvidas possuía escritório na Faria Lima, em São Paulo, centro financeiro do país.
Estimativas indicam que mais de R$ 11 bilhões foram retirados das mãos do crime organizado nos últimos dois anos. O governo afirma que já existem mecanismos robustos de fiscalização e punição para empresas e pessoas ligadas a organizações criminosas, hoje classificadas como terroristas por autoridades norte-americanas.
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