- Após a decisão da Suprema Corte, aliados de Trump avaliam formas de afastar membros do Conselho de Governadores do Fed para abrir espaço a novas indicações do presidente.
- Lisa Cook permanece no cargo por enquanto; o governo também mira o ex-presidente Jerome Powell.
- Trump afirmou à CNBC que iniciará novo processo para remover Cook, dizendo que usará o devido processo.
- A vaga na presidência do Fed de Atlanta é vista como oportunidade de influenciar o banco; o secretário do Tesouro buscou candidatos por meio de sua rede.
- O processo de seleção para o presidente do Fed de Atlanta foi retomado; Warsh acompanha as nomeações, e o Fed de Atlanta já estava em estágio adiantado do processo antes.
Após derrota na Suprema Corte, aliados de Trump intensificam ofensiva para remodelar o Fed. Ação envolve avaliar mecanismos para afastar membros do Conselho de Governadores e abrir espaço a novas indicações do presidente.
Fontes familiarizadas com o tema dizem que integrantes do alto escalão do governo e aliados externos buscam remover ou pressionar governadores do Fed, em Washington, para influenciar a composição futura da instituição. A pauta inclui especificamente a diretora Lisa Cook e o ex-presidente Jerome Powell.
A Suprema Corte confirmou, nesta semana, que Cook pode permanecer no cargo por ora, o que não impede novas tentativas de afastamento no futuro. A decisão foi vista por aliados de Trump como um sinal de que a independência do Fed não está garantida de forma definitiva.
Trump afirmou à CNBC que a decisão foi processual e que pretende iniciar novo processo para demitir Cook, mantendo o devido processo. A fala foi usada para justificar novas estratégias a respeito da diretoria do Fed.
Além de Cook, a presidência de um dos bancos regionais, o Fed de Atlanta, é considerada estratégica pela equipe econômica de Washington. A ideia é ampliar a influência do governo sobre as análises econômicas que orientam decisões de juros.
Scott Bessent, secretário do Tesouro, tem atuado na busca de candidatos para substituir ou compor o Conselho de Governadores, segundo fontes. A vaga de Atlanta também é objeto de disputa entre potenciais indicados alinhados a Trump.
Powell permanece no cargo até 2028, mas é alvo de críticas entre apoiadores de Trump, que questionam sua permanência após o fim do mandato. O presidente do Fed recebeu, no fim de maio, reconhecimento que gerou desconforto entre o governo.
O Departamento de Justiça investiga custos da reforma da sede do Fed. Um relatório do inspetor-geral é aguardado para este mês, o que pode abrir novas consequências legais para a gestão da instituição.
Cook já havia sido alvo de tentativa de demissão anterior, em agosto do ano passado, quando Trump alegou fraude hipotecária. A ação chegou à Suprema Corte, que permitiu que ela ficasse no cargo enquanto o caso tramita.
A decisão da Corte não definiu se as acusações contra Cook seriam a base para a demissão. Com isso, novos recursos para afastá-la podem retornar ao escrutínio judiciário a depender de futuros movimentos políticos.
O processo de escolha de novos presidentes de bancos regionais do Fed envolve conselhos locais que indicam nomes que, depois, precisam da aprovação do Conselho de Governadores em Washington. A depender dos desdobramentos, novas indicações podem impactar decisões de juros em anos vindouros.
O Fed de Atlanta iniciou, recentemente, a retomada de seu processo de seleção para o próximo presidente, após interrupção ligada à chegada de Warsh ao comando. A busca busca candidatos com liderança no setor privado para o Sexto Distrito.
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