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Associação afirma que microgeração prejudica o setor elétrico

Associação afirma que microgeração aumenta custos para consumidores e exige ajustes na tarifa, com leilões de bateria e maior investimento no setor

Patricia Audi, presidente da Abradee, defende a realização dos leilões de bateria a fim de que não exista “falta de geração” para o setor
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  • A Abradee afirma que a microgeração distribuída prejudica financeiramente o setor de energia, com produção nos telhados sendo não controlável e o excesso retornando ao sistema.
  • Esse retorno ao sistema exigiria desligar grandes fontes renováveis para evitar blackout, e à noite há necessidade de energia sem geração e acionamento de termelétricas.
  • A presidente defende leilões de bateria para evitar falta de geração; o investimento em reservas seria absorvido pelos consumidores, considerado necessário no momento.
  • A microgeração teria aumentado a conta de luz para todos; reajustes de cerca de 12,6% nos últimos 18 meses, com 6% atribuíveis aos subsídios solares, e o custo seria repassado a quem não investe.
  • Os investimentos no setor devem somar 260 bilhões de reais entre 2026 e 2030, com maior parte direcionada à qualidade da energia para o consumidor final.

A presidente da Abradee, Patricia Audi, afirma que a microgeração distribuída está impactando financeiramente o setor de energia elétrica no Brasil. Em entrevista ao Poder360, ela sustenta que a produção nos telhados de residências é incontrolável e que o excesso retorna ao sistema nacional.

Esse retorno de energia faz com que haja necessidade de desligar grandes fontes renováveis para evitar um eventual blackout. Segundo Audi, há picos de produção que geram excedente, enquanto à noite o sistema precisa de energia, quando a geração solar e eólica cai.

Leilões de bateria

Patricia Audi defende a realização de leilões de bateria para evitar a falta de geração durante picos de demanda. Ela diz que o investimento em reservas de energia será repassado aos consumidores, afirmando que o gasto atual era necessário.

Microgeração e tarifas

A executiva aponta que subsídios a quem investiu em energia solar elevam a conta de luz para todos, inclusive para quem não tem condição de investir. Ela cita aumento médio de 12,6% nos reajustes dos últimos 18 meses e afirma que parte desse impacto ocorreria sem os subsídios.

Investimentos no setor

Audi aponta que a distribuição de energia deve liderar os investimentos no país nos próximos cinco anos. Ela estima um total de cerca de R$ 260 bilhões entre 2026 e 2030, com foco na melhoria da qualidade da energia entregue ao consumidor.

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