- Balança comercial do Brasil fechou o 1º semestre de 2026 com superávit de US$ 42,357 bilhões, ante US$ 30,187 bilhões no mesmo período de 2025, com exportações de US$ 184,773 bilhões e importações de US$ 142,415 bilhões.
- As exportações tiveram alta de 11,5% no semestre, com crescimento em Agropecuária (9,2%), Indústria Extrativa (24,2%) e Indústria de Transformação (7,1%).
- As importações subiram 5,1% no 1º semestre, com Agropecuária em queda de 16,3%, Indústria Extrativa queda de 1,3% e Indústria de Transformação alta de 5,9%.
- Em junho, houve superávit de US$ 9,758 bilhões, com exportações de US$ 36,277 bilhões e importações de US$ 26,52 bilhões; o mês ficou abaixo da mediana de US$ 10,6 bilhões prevista.
- Exportações para os Estados Unidos subiram 3,7% em junho, para US$ 3,472 bilhões; o déficit com EUA no acumulado de 2026 é de US$ 1,522 bilhões, impulsionado pela alta de preços de combustíveis.
A balança comercial brasileira fechou o primeiro semestre de 2026 com superávit de US$ 42,357 bilhões, frente a US$ 30,187 bilhões no mesmo período de 2025. Exportações somaram US$ 184,773 bilhões e importações US$ 142,415 bilhões.
No acumulado de seis meses, as exportações cresceram 11,5% frente a 2025, com alta na Agropecuária (9,2%), na Indústria Extrativa (24,2%) e na Transformação (7,1%). As importações aumentaram 5,1%.
No mês de junho, houve superávit de US$ 9,758 bilhões. Exportações de US$ 36,277 bilhões e importações de US$ 26,52 bilhões. O resultado ficou abaixo da previsão de US$ 10,6 bilhões.
Exportações aos EUA sobem em junho
As vendas ao EUA cresceram 3,7% em junho, alcançando US$ 3,472 bilhões. Importações do país caíram 12,3%, para US$ 3,471 bilhões, gerando surplus de US$ 1 milhão no mês. Foi a primeira alta desde julho de 2025.
Segundo Herlon Brandão, diretor da Secex, o reajuste deve-se sobretudo aos preços elevados de combustíveis. Óleos brutos e combustíveis, aeronaves e carne bovina tiveram expansão expressiva.
No semestre, as exportações aos EUA caíram 13,0% ante 2025, para US$ 17,428 bilhões, enquanto as importações recuaram 12,5%, para US$ 18,950 bilhões. O déficit com esse parceiro somou US$ 1,522 bilhão no período.
China, Argentina e União Europeia
Vendas para a China subiram 24,4% em junho, para US$ 12,291 bilhões, com importações da China crescendo 27,1%, para US$ 7,801 bilhões. O superávit com a China foi de US$ 4,490 bilhões no mês.
No 1º semestre, as exportações para a China cresceram 21,9% e chegaram a US$ 58,322 bilhões. As importações da China subiram 8,0%, para US$ 38,545 bilhões, resultando em superávit de US$ 19,777 bilhões.
Para a Argentina, as exportações caíram 18,1% em junho, para US$ 1,325 bilhão, e as importações subiram 17,2%, para US$ 1,285 bilhão. O saldo com o país foi de US$ 40 milhões em junho.
No acumulado de 2026, as vendas para a Argentina caíram 19,4%, para US$ 7,352 bilhões, com importações de US$ 6,401 bilhões, gerando saldo positivo de US$ 951 milhões.
MDIC revisa projeção para 2026
O MDIC elevou a previsão de superávit de 2026 de US$ 72,1 bilhões para US$ 90 bilhões. Estima exportações de US$ 394,4 bilhões e importações de US$ 304,4 bilhões. Em 2025, o saldo foi US$ 68,1 bilhões.
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