- Bank of America corta a projeção do PIB do Brasil em 2027 de 2% para 1,3%.
- Desaceleração deve ocorrer independentemente do resultado das eleições, com juros mais altos por mais tempo, segundo o banco.
- A previsão aponta Selic em 14,25% ao fim deste ano, sem novos cortes pelo banco central, e 13,25% em 2027 com quatro quedas de 0,25 ponto percentual.
- O banco destaca esgotamento dos estímulos fiscais adotados pelo governo, o que reduziria o impulso econômico.
- A economia deve manter a desaceleração em 2028, com o PIB em 1%, segundo o Bank of America.
O Bank of America revisou para baixo a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto do Brasil em 2027, de 2% para 1,3%. A confirmação de diminuição ocorreu sem vínculo direto com o calendário eleitoral, segundo a instituição.
A instituição aponta como principais motivos o cenário de juros mais altos por mais tempo e o esgotamento dos estímulos fiscais implementados pelo governo. O banco projeta a Selic em 14,25% ao fim deste ano e sem novos cortes pelo BC.
Para o fim de 2027, a previsão é de Selic em 13,25% com quatro recortes de 0,25 ponto percentual, mantidos caso se confirme a trajetória de aperto monetário e menor fôlego fiscal.
O relatório destaca que juros elevados encarecem o crédito, reduzem consumo e investimento e, por consequência, pesam sobre a atividade econômica. A leitura é de desaceleração independentemente do resultado das eleições.
Além disso, o BoFA aponta que os estímulos do governo tendem a perder força ou se esgotar no próximo ano, removendo dois motores de impulso quase simultaneamente. A avaliação é de que a política monetária permaneça contida.
Segundo o economista-chefe do BoFA no Brasil, David Beker, a economia estaria sendo artificialmente sustentada por medidas insustentáveis. A previsão é de que esse efeito não se repita após as eleições.
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