- O Banco Central da Argentina adiou para setembro de 2028 os vencimentos de US$ 6 bilhões de operações de recompra de títulos, unificando três instrumentos desde 2025 em um único contrato.
- O acordo prevê pagamento de juros a uma taxa de 400 pontos-base acima da taxa SOFR.
- O governo de Milei afirmou que o Ministério da Economia anunciará na segunda-feira um plano “conservador” para cobrir os próximos vencimentos da dívida, com foco em colchões de liquidez até 2027.
- Antes da operação, o país enfrentava mais de US$ 20 bilhões em dívidas com vencimento em 2027, conforme o Barclays.
- Economistas destacam que a medida pode aliviar as obrigações de serviço da dívida de 2027, reduzir spreads e facilitar o retorno aos mercados internacionais.
O Banco Central da Argentina prorrogou o vencimento de US$ 6 bilhões em operações de recompra de títulos, as chamadas repo, para além das eleições presidenciais de 2027. A medida busca aliviar o peso da dívida antes do pleito.
O governo de Javier Milei consolidou as três operações de repo, negociadas com bancos internacionais desde 2025, em um único contrato de US$ 6 bilhões com vencimento em setembro de 2028. A operação prevê pagamento de juros em 400 pontos-base acima da SOFR dos EUA.
O anúncio foi divulgado pelo próprio Banco Central na sexta-feira. Trata-se de um passo para reduzir a pressão de curto prazo sobre o serviço da dívida de 2027, conforme avaliação inicial de analistas.
Contexto de Dívida
Antes da operação, a Argentina tinha mais de US$ 20 bilhões em vencimentos para 2027, segundo o Barclays. O montante é relevante em ano eleitoral, o que costuma aumentar a volatilidade nos mercados.
A nova estrutura de repo é vista como medida para aliviar preocupações com os encargos de serviço da dívida, além de facilitar a compressão dos spreads dos títulos, segundo analistas da Bloomberg Economics.
Meados de 2025, o governo já havia contratado um repo de US$ 2 bilhões com prazo de dois anos, somando-se a acordos de US$ 1 bilhão e dois anos. Recentemente, houve uma operação de recompra de US$ 3 bilhões liderada por bancos europeus para pagamentos de títulos de janeiro.
A Fitch Ratings e a S&P Global Ratings elevaram as perspectivas de crédito da Argentina, alimentando expectativas de acesso a mercados internacionais após a janela de 2026.
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