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Brasil pode registrar superávit comercial de US$ 90 bi em 2026, diz MDIC

MDIC projeta superávit de US$ 90,0 bilhões para 2026, o segundo maior da série, com exportações de US$ 394,4 bilhões e petróleo impulsionando o resultado

Imagem de drone mostra o Porto de Santos (SP), 31 de julho de 2025. REUTERS/Jorge Silva
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  • MDIC projeta superávit comercial de US$ 90,0 bilhões em 2026, acima dos US$ 72,1 bilhões estimados em abril.
  • Se confirmado, será o segundo maior da série histórica, 32,3% acima do resultado de 2025 (US$ 68,1 bilhões).
  • Exportações previstas em US$ 394,4 bilhões para 2026; importações projetadas em US$ 304,4 bilhões.
  • Em junho, o Brasil registrou superávit de US$ 9,758 bilhões, com exportações de US$ 36,277 bilhões e importações de US$ 26,520 bilhões.
  • No primeiro semestre, saldo acumulado de US$ 42,357 bilhões, acima de US$ 30,187 bilhões nos seis primeiros meses de 2025.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) revisou para cima a projeção de superávit comercial do Brasil em 2026, para US$ 90,0 bilhões. O valor representa a segunda maior marca da série histórica, ficando atrás apenas de 2023. O aumento ocorre pela expectativa de desempenho mais forte das exportações.

A nova estimativa aponta exportações de US$ 394,4 bilhões em 2026, alto de US$ 30,2 bilhões em relação a abril. As importações devem somar US$ 304,4 bilhões, aumento de US$ 12,3 bilhões frente ao levantamento anterior. A tendência ocorre com aceleração de fluxos de comércio exterior, segundo o MDIC.

Herlon Brandão, diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do MDIC, afirmou que houve elevação tanto nas exportações quanto nas importações, o que contribuiu para o novo patamar do saldo. A projeção de crescimento também situa o superávit 32,3% acima de 2025.

Dados de junho

Em junho, o Brasil registrou superávit de US$ 9,758 bilhões, próximo das estimativas de economistas consultados pela Reuters, que apontavam US$ 9,9 bilhões. O mês contabilizou exportações de US$ 36,277 bilhões, alta de 24,9% ante junho de 2025 e recorde mensal.

As importações somaram US$ 26,520 bilhões, alta de 14,4%. Destaque ficou com a indústria extrativa, que avançou 58,4%, impulsionada por quase 80% de alta nas vendas de petróleo bruto. O petróleo respondeu pela maioria do crescimento das exportações do mês.

O minério de petróleo contribuiu de forma expressiva, ainda que haja imposto de exportação de 12% desde março para incentivar a permanência de petróleo no mercado interno, em meio ao conflito no Oriente Médio. O tributo tem recolhimento com defasagem de dois meses.

Brandão comentou que o preço do petróleo subiu 67,6% na comparação com junho do ano anterior, contribuindo para a receita de exportação, além do aumento do volume em 6,8%. Outros setores também registraram ganhos, como soja na agropecuária.

Nas importações, houve alta de 34,0% em bens de consumo, 11,6% em combustíveis, 10,9% em bens intermediários e 5,7% em bens de capital. No acumulado do semestre, o superávit chegou a US$ 42,357 bilhões, frente a US$ 30,187 bilhões no mesmo período de 2025.

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