- O Citi prevê que o Brent caia até US$ 60 por barril até o fim do ano, com a retomada dos fluxos pelo Estreito de Ormuz.
- A projeção sugere faixa de US$ 60 a US$ 65 por barril até dezembro, devido à oferta mais ampla e ao retorno de rotas marítimas.
- O Brent estava em US$ 71,92 na sexta-feira; queda abaixo de US$ 60 não ocorria desde janeiro.
- Outros bancos também apontam mais oferta no mercado à medida que o impacto da guerra no Irã diminui e o tráfego por Ormuz se normaliza.
- O Citi mantém recomendação de venda em altas no verão, embasada na expectativa de normalização dos mercados e potencial acordo entre EUA e Irã nos próximos meses.
O petróleo Brent pode chegar a US$ 60 por barril até o fim do ano, conforme a retomada dos fluxos pelo Estreito de Ormuz aumenta a oferta de curto prazo e, ao mesmo tempo, há perspectivas de excesso de oferta no mercado. O Citi recomenda vender em momentos de alta e aponta uma faixa de US$ 60 a US$ 65 para o Brent até dezembro.
Analistas destacam a normalização dos fluxos de transporte, a ausência de demanda chinesa e uma redução maior do que o esperado nos estoques de petróleo. A conjuntura favorece a pressão de baixa nos preços, com a recuperação de rotas marítimas aliviando gargalos logísticos.
O Brent caiu 30% no segundo trimestre e recuou após o conflito, chegando a ser negociado abaixo de US$ 60 pela última vez em janeiro. No momento, o Brent opera próximo de US$ 71,92 o barril.
Mercado e perspectivas
Outros grandes players ressaltam cenário de equilíbrio entre oferta e demanda conforme o Irã reduz impactos do conflito. O Goldman Sachs projeta retorno ao excesso de oferta com a normalização do tráfego via Ormuz, enquanto o Morgan Stanley revisou para baixo suas previsões recentemente.
O Citi também aponta que a retomada de fluxos pode ter efeito gradual, com ajustamento de seguros e de operações logísticas. A instituição sinaliza que o ambiente de risco tende a se tornar mais administrável para as operadoras.
Contexto regional
O Estreito de Ormuz ficou no centro das atenções após bloqueios durante a escalada entre EUA e Irã no início do ano. Um memorando de entendimento entre Teerã e Washington alimenta expectativas de redução de hostilidades, o que poderia sustentar a normalização dos fluxos comerciais.
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