- O calor extremo acima de 32°C reduz a demanda por bebidas alcoólicas, segundo estudo que analisou dados de varejo dos Estados Unidos entre 2006 e 2023.
- O consumo de bebidas alcoólicas aumenta com a temperatura até o limite de 32°C; acima disso, a procura por cerveja e coquetéis desacelera.
- O efeito não é igual em todas as regiões: áreas historicamente mais quentes tendem a apresentar queda de vendas menos acentuada.
- Pesquisadores destacam que o calor pode favorecer o setor, mas existe um limite máximo além do qual o consumo cai.
- O estudo indica que eventos climáticos cada vez mais extremos podem alterar padrões de consumo, trazendo novos desafios para fabricantes e varejistas.
Uma onda de calor extremo que atinge a Europa coloca em xeque a ideia de que temperaturas altas elevam automaticamente o consumo de álcool. O estudo aponta que esse efeito positivo se enfraquece quando o termômetro passa de 32°C, pressionando fabricantes no continente.
A pesquisa, realizada por equipes da Universidade da Califórnia, ETH Zurich e Universidade Estadual da Carolina do Norte, analisou dados de varejo dos EUA entre 2006 e 2023. Ela conclui que o consumo de bebidas alcoólicas cresce com a temperatura até um limite definido.
Acima de 32°C, o comportamento do consumidor muda. Em vez de aumentar, a procura por cerveja e coquetéis desacelera, conforme o calor excessivo reduz o interesse por esse tipo de bebida.
Impacto regional
Os pesquisadores observam que o efeito não ocorre de forma uniforme. Em regiões tradicionalmente mais quentes, a redução nas vendas tende a ser menos intensa, indicando adaptação aos hábitos locais.
Para o setor, o calor costuma favorecer o comércio, mas há um teto para esse efeito, segundo o presidente da consultoria IWSR. Em temperaturas extremas, parte dos consumidores deixa de consumir bebidas alcoólicas, alterando padrões sazonais.
O estudo reforça que eventos climáticos cada vez mais intensos podem alterar hábitos de consumo e criar desafios para fabricantes e varejistas do segmento.
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