- O Conselho Monetário Nacional aprovou duas resoluções que criam linhas de crédito associadas a programas do governo, voltadas a beneficiários adimplentes do Fies e à operacionalização do Desenrola Adimplentes.
- Fies Empreendedor: linha de crédito reembolsável para pessoas físicas e jurídicas adimplentes no Fies, com uso para atividade empreendedora (pessoa física) ou capital de giro (pessoa jurídica); prazo de até sessenta meses para pessoas físicas e até noventa e seis meses para pessoas jurídicas, ambos com carência de até seis e doze meses, respectivamente; juros de até onze vírgula dezenove por cento ao ano; BB e Caixa atuarão como operadores.
- Desenrola Adimplentes: linha de crédito reembolsável com até três bilhões de reais de recursos da União para renegociação de dívidas; 70% dos recursos vêm da União e 30% dos bancos; remuneração de 1% ao ano sobre os recursos da União para os agentes financeiros, retorno de 1,25% ao ano para as instituições participantes e 0,50% ao ano nas operações diretas dos bancos; recursos próprios dos bancos remunerados pela taxa Selic.
- Não haverá capitalização de juros no período de carência das linhas.
- O Conselho Monetário Nacional é chefiado pelo ministro da Fazenda, Dário Durigan, com participação do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e do ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.
O CMN aprovou nesta sexta-feira, 3 de julho de 2026, duas resoluções que criam linhas de crédito vinculadas a programas do governo. O foco é beneficiar adimplentes do Fies e facilitar a operação do Desenrola Adimplentes.
A partir das medidas, o Fies Empreendedor ganhará uma linha de crédito reembolsável para pessoas físicas e jurídicas adimplentes com o Fundo de Financiamento Estudantil. O uso será para empreendimentos próprios ou capital de giro.
Os encargos podem chegar a 11,19% ao ano, com 8,94% de remuneração às instituições e 2,06% de recursos da União. BB e Caixa atuarão como operadores da linha, com prazos de até 60 meses (físicas) e 96 meses (jurídicas).
Desenrola Adimplentes
Para o Desenrola Adimplentes, o CMN definiu uma linha de crédito reembolsável com até R$ 3 bilhões de recursos da União. O objetivo é viabilizar a renegociação de dívidas dos beneficiários.
O Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal atuarão como agentes financeiros, com repasse de recursos públicos e privados. 70% dos recursos virão da União e 30% dos bancos.
As instituições receberão remuneração de 1% ao ano sobre os recursos da União. As operações diretas bancárias terão custo de 0,50% ao ano, e os bancos devolverão os valores com 1,25% ao ano. O restante da remuneração virá de recursos próprios, pela taxa Selic.
O CMN é presidido pelo ministro da Fazenda e envolve o presidente do Banco Central e o ministro do Planejamento e Orçamento. A operação visa ampliar a adimplência e facilitar renegociações entre beneficiários.
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