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Consórcio ganha força com juros altos e atrai clientes de alta renda

Com juros elevados, consórcio sem juros atrai público de alta renda, oferecendo custo total inferior ao financiamento tradicional

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  • Em cenário de juros altos, o consórcio ganha força como alternativa atrativa, pois não cobra juros e sim taxa de administração e correção pelo valor do bem, chamando a atenção de público de alta renda.
  • A CEO da Bradesco Consórcios, Nathalia Garcia, destaca que o custo total do consórcio pode ficar inferior ao de um financiamento convencional à medida que os juros sobem.
  • A Bradesco Consórcios atua principalmente em veículos pesados, veículos leves e imóveis, com foco maior no segmento imobiliário; no Brasil, o consórcio ainda tem participação limitada e envolve cerca de 12,7 milhões de consumidores.
  • O índice de recompra é elevado: oito em cada dez clientes voltam a comprar novas cotas, incluindo projetos de grande porte no agronegócio que costumam envolver múltiplas cotas.
  • Diferenças-chave entre consórcio e financiamento: no consórcio não há data garantida de recebimento; é preciso planejar, acompanhar os grupos e lançar, e a contemplação ocorre ao final do grupo para todos os participantes.

Em meio ao atual cenário de juros elevados, o consórcio tem ganhado espaço, especialmente entre consumidores de alta renda. A modalidade, que não cobra juros, funciona com taxa de administração e correção pelo valor do bem, oferecendo custos mais estáveis que o crédito tradicional.

Nathalia Garcia, CEO da Bradesco Consórcios, destacou que o consórcio fica mais atrativo quando as taxas sobem, pois o custo total tende a ficar abaixo do de um financiamento convencional. Ela ressaltou ainda que o efeito é positivo para o setor, mas não para a economia do país.

A Bradesco Consórcios atua principalmente nos segmentos de veículos pesados, veículos leves e imóveis, com foco forte no imobiliário. Mesmo com várias modalidades de consórcio no mercado, a empresa mantém um recorte específico, apontando para oportunidades de expansão pela divulgação do produto.

Vantagem competitiva em tempos de juros altos

A executiva revelou que o consórcio envolve correção pelo valor do bem e uma taxa de administração, sem cobrança de juros. Esse modelo reduz a oscilação de custos frente ao financiamento tradicional, segundo Garcia.

Segmentos atendidos e alavancas de crescimento

Segundo a Bradesco Consórcios, o mercado brasileiro ainda registra participação relativamente baixa do consórcio, com cerca de 12,7 milhões de pessoas que já consomem o produto. Isso indica potencial de ampliação via maior exposição ao público-alvo.

Alto índice de recompra e perfil do consumidor

Dados apresentados pela companhia apontam que oito em cada dez clientes voltam a adquirir novas cotas. Projetos de maior porte, como no agronegócio, costumam envolver múltiplas cotas com planejamento de lances para contemplação no prazo desejado.

Diferenças entre consórcio e financiamento

Garcia destacou que, ao contrário do financiamento, o consorciado precisa planejar, acompanhar grupos e definir lances. Sem lances, há necessidade de aguardar o sorteio; ao final do grupo, todos são contemplados.

É Negócio

O programa É Negócio, parceria entre NeoFeed e CNN Brasil, traz entrevistas com executivos de grandes empresas do Brasil. O episódio vai ao ar aos domingos, às 21h30, com reprise no sábado no CNN Money.

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