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Desenrola: crédito para adimplentes pode incentivar endividamento futuro

Desenrola Adimplentes e Fies Empreendedor entram em vigor com custo de 4 bilhões ao Tesouro e potencial aumento do endividamento dos brasileiros

O presidente Lula e o ministro da Fazenda, Dario Durigan, no lançamento do Desenrola Adimplentes, em 29 de junho. (Foto: ChatGPT sobre foto de Ricardo Stuckert/Presidência da República)
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  • O governo lançou o Desenrola Adimplentes para até 500 mil trabalhadores informais em dia com dívidas, oferecendo renegociação de débitos de até R$ 15 mil com juros de até 1,99% ao mês, prazo original pode ser ampliado em até seis meses e prestação limitada a 90% do valor atual.
  • Há uma linha de crédito adicional correspondente a 50% do saldo devedor original, para estimular consumo; Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal já confirmaram participação, enquanto bancos privados estudam a adesão.
  • Também foi anunciado o Fies Empreendedor, para ex-estudantes em dia com financiamentos estudantis, com até R$ 180 mil para pessoas jurídicas e até R$ 80 mil para pessoas físicas, juros de até 11% ao ano, e prazos de até 96 e 60 meses, respectivamente.
  • Quem aderir a qualquer um dos programas terá o CPF bloqueado por seis meses em sites de apostas online.
  • O custo total para o Tesouro é de 4 bilhões de reais (3 bilhões no Desenrola Adimplentes e 1 bilhão no Fies Empreendedor), levantando preocupações sobre impactos nas contas públicas e no endividamento futuro.

Desenrola Adimplentes é a nova etapa do programa criado pelo governo para ampliar o acesso a crédito de trabalhadores informais que estão em dia com suas contas, mas enfrentam juros altos. O programa busca 500 mil pessoas e oferece renegociação de dívidas de até 15 mil, com juros de até 1,99% ao mês, possibilidade de ampliar o prazo em até seis meses e redução de até 90% no valor da parcela.

O plano prevê abrir linha de crédito adicional equivalente a 50% do saldo devedor original, incentivando o uso de crédito para consumo. Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal já confirmaram participação; bancos privados avaliam a adesão, com argumentos a depender de condições.

Além disso, o governo lançou o Fies Empreendedor, voltado a ex-estudantes com contratos de financiamento estudantil em dia. Financiamentos de até 180 mil para pessoas jurídicas e até 80 mil para pessoas físicas, com juros de até 11% ao ano e prazos de até 96 e 60 meses, respectivamente. Quem aderir terá CPF bloqueado por seis meses em sites de apostas online.

O pacote somará 4 bilhões de reais ao Tesouro: 3 bilhões para o Desenrola Adimplentes e 1 bilhão para o Fies Empreendedor. A ideia é manter a atividade econômica aquecida, mas há críticas sobre impactos nas contas públicas e no endividamento futuro.

Dados do Banco Central indicam que, em 2023, 15 milhões renegociaram 53 bilhões de reais em dívidas, e cada real renegociado gerou 1,15 real em novas dívidas. Com isso, analistas questionam se políticas de longo prazo podem elevar inadimplência e juros, afetando inflação e crédito no futuro.

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