- Luciana Nunes Freire, diretora-executiva jurídica da Fiesp, criticou o fim da escala 6 X 1, dizendo que prejudicaria mulheres que frequentam salões aos sábados.
- A PEC aprovada pela Câmara reduz o teto de horas semanais de 44 para 40 e estabelece duas folgas obrigatórias, preferencialmente nos fins de semana.
- Freire afirmou que a mudança poderá levar ao fechamento de supermercados e farmácias aos domingos, prejudicando famílias.
- Repercussão: Erika Hilton afirmou que a fala é inadequada; Carlos Zarattini disse que é desonesta e que a PEC não prevê o fechamento de estabelecimentos; Dandara Tonantzin classificou a fala como elitista; Lindbergh Farias defende o direito do trabalhador ao descanso.
- A PEC não determina o fechamento de setores aos fins de semana; a proposta apenas altera a carga horária e as folgas.
Luciana Freire, diretora-executiva jurídica da Fiesp, criticou o fim da escala 6 X 1 durante sessão no Senado na quarta-feira, 1º de julho de 2026. A parlamentarização da PEC que propõe reduzir o teto de horas semanais de 44 para 40 foi o foco do debate. Freire sustenta que a mudança pode dificultar o acesso de mulheres a serviços aos sábados e impactar o comércio aos domingos.
A proposta já foi aprovada pela Câmara dos Deputados. O texto não veda atividades por dia da semana, mas estabelece folgas obrigatórias de duas vezes por semana, com preferência pelos fins de semana. Freire afirmou que, para quem sustenta família, a decisão pode gerar impactos práticos no consumo de serviços.
Repercussões
Erika Hilton criticou a fala da diretora, alegando que a defesa da escala 6 X 1 evidencia uma visão de privilégio e desvaloriza a realidade de trabalhadores. A deputada ressaltou que a PEC não garante o fechamento de serviços nos fins de semana.
Carlos Zarattini considerou a fala inadequada e afirmou que a proposta não prevê o fechamento de supermercados, farmácias ou salões de beleza aos fins de semana. Zarattini reforçou que a PEC apenas altera a jornada de trabalho, sem determinar fechamentos.
Dandara Tonantzin disse que a defesa da 6 X 1 evidencia uma leitura de privilégio, associada a uma retórica que remete a práticas escravocratas. A parlamentar ressaltou a necessidade de medidas que assegurem lazer e equilíbrio entre trabalho e vida familiar.
Lindbergh Farias afirmou que a elite não compreende o direito do trabalhador de descanso e lazer. O ex-deputado afirmou que defender o fim da escala 6 X 1 não implica fechar tudo, mas valoriza a dignidade do tempo livre para ir ao salão, fazer compras ou almoçar com a família.
Este artigo sintetiza o conjunto de posicionamentos surgidos no debate sobre a PEC que altera a organização da jornada de trabalho no Brasil, com foco no impacto sobre serviços, comércio e tempo de convivência familiar. Fonte: síntese de manifestações públicas durante a sessão no Senado.
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