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EUA punem aliado ao PCC por usar 73 empresas para lavar R$ 10 bi de haxixe

Operação Exchange mira Shimada; PF aponta rede de 73 empresas de fachada para lavar R$ 10 bilhões do tráfico de haxixe, com sanções dos EUA

Imagens mostram a atuação da Polícia Federal durante a Operação Exchange, que investiga um esquema de lavagem de mais de R$ 10 bilhões ligado ao tráfico interna.
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  • Victor Henrique de Oliveira Shimada foi alvo de sanções dos Estados Unidos por elo com o PCC, anunciadas no início da semana; ele é apontado como líder logístico e controlador financeiro da trama.
  • A Polícia Federal afirma que Shimada estruturou um esquema com 73 empresas de fachada para ocultar e movimentar cerca de R$ 10 bilhões do tráfico de haxixe.
  • A Operação Exchange, deflagrada nesta sexta-feira, 3, prendeu 11 suspeitos e cumpriu 13 mandados de busca e apreensão contra o núcleo financeiro do PCC.
  • As 73 empresas usadas no esquema foram bloqueadas; houve sequestro de bens, direitos e valores até o limite de R$ 10.386.527.419,19, de modo solidário aos investigados e às pessoas jurídicas citadas.
  • A investigação também aponta uso de criptomoedas e comunicações cifradas, com registros de movimentações expressivas e estimativas de operações nos Estados Unidos.

Victor Shimada, apontado como chefe da trama de lavagem de dinheiro associada ao PCC, foi alvo de ações da Polícia Federal e de sanções dos EUA. A Operação Exchange, deflagrada nesta sexta-feira, 3, prendeu 11 suspeitos e cumpriu 13 mandados de busca e apreensão contra o núcleo financeiro da facção em território brasileiro. A PF confirmou que Shimada estruturou um complexo esquema com 73 empresas para ocultar e movimentar recursos do tráfico de haxixe, estimados em bilhões de reais.

O principal alvo da operação é o sócio da Victory Trading Intermediação de Negócios Cobranças E Tecnologia Ltda, que já recebia sanções do governo americano. Na quarta-feira, 1º, o Departamento do Tesouro dos EUA anunciou punições contra Shimada, a secretária Stella Stefanie Nunes, três empresas no Brasil e uma companhia em Portugal, por suposto envolvimento com o PCC. As autoridades apontam que o grupo movimentou mais de US$ 30 milhões.

As 73 empresas de fachada utilizadas por Shimada foram bloqueadas pela Justiça Federal em São Paulo. A decisão, proferida pelo juiz Paulo César Duran, também bloqueou bens, direitos e valores até o montante de cerca de R$ 10,386 bilhões, conforme investigação da PF.

Segundo a PF, Shimada utilizava empresas como Victory Trading Intermediação de Negócios, Cobranças e Tecnologia Ltda. e Hi Quality Importação Comércio e Distribuição Ltda. para movimentar e ocultar recursos do PCC. A apuração reúne análises de inteligência financeira e laudos contábeis que indicam movimentações incompatíveis com a atividade declarada.

A investigação aponta ainda uso de estruturas para dissimular a origem dos recursos, incluindo uma planilha de controle associada a um usuário com codinomes que remete a Shimada. Registros indicam operações nos EUA, em cidades como Houston, Chicago, Denver, Atlanta, Cleveland, Nashville, Memphis e Los Angeles, totalizando movimentações estimadas em US$ 7,5 milhões.

A PF também apura atuação do grupo no setor de criptomoedas. Relatórios indicam diversificação de ativos digitais para ocultar a origem do dinheiro, com menções a tokens e diferentes formatos de alocação de valores. Entre os líderes acusados está Ygor Fokin, conforme apuração policial.

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