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EUA querem tarifa menor para carros brasileiros, mas falham no pedido

Negociações EUA-Brasil sobre tarifas de veículos enfrentam impasses; queda para carros dos EUA pode provocar maior importação de carros chineses

Daniel Rittner
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  • Os Estados Unidos propõem redução de tarifas brasileiras sobre veículos automotores, para evitar tarifaço, segundo a CNN.
  • O Mercosul aplica alíquota de 35% para veículos independentes da origem, o que é considerado alto.
  • Durante as negociações, o governo brasileiro solicitou subsidiariamente uma linha tarifária específica, sem obter resposta.
  • O Brasil argumentou que reduzir tarifas apenas para veículos fabricados nos Estados Unidos violaria a regra da nação mais favorecida da Organização Mundial do Comércio.
  • Mesmo com possíveis medidas judiciais, as conversas não avançaram e a possibilidade de um acordo até 15 de julho permanece incerta.

O governo dos Estados Unidos busca reduzir tarifas sobre carros importados do Brasil, mas as negociações entre os dois países enfrentam entraves. O Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) está liderando as tratativas com o governo brasileiro, em busca de uma mudança nas tarifas aplicadas a veículos automotores. As conversas ocorrem em um contexto de eventual tarifa adicional, ainda sem acordo, com prazo estimado para 15 de julho.

Segundo fontes próximas aos encontros, o pedido dos EUA envolve cortes nas tarifas brasileiras sobre a importação de veículos fabricados nos Estados Unidos. A tarifa atual do Mercosul sobre veículos de origem industrial é de 35%, patamar considerado elevado para padrões globais. O objetivo seria reduzir esse imposto para favorecer veículos norte-americanos.

Durante as rodadas, representantes brasileiros sugeriram definir uma linha tarifária mais específica, abrangendo apenas determinados tipos de veículos. A demanda não obteve resposta clara por parte do USTR, segundo relatos.

Um negociador brasileiro explicou, em tom crítico, que reduzir tarifas apenas para veículos dos EUA pode levar o Brasil a importar mais carros chineses, tornando a decisão politicamente insegura para os EUA. A ideia foi apresentada ao chefe do USTR, Jamieson Greer, durante a reunião.

Em resposta, o governo brasileiro afirmou que não é possível, pelos compromissos com a Organização Mundial do Comércio (OMC), aplicar concessões tarifárias de forma distinta entre países. A cláusula da nação mais favorecida exige que benefícios concedidos a um país sejam estendidos a todos.

Ainda segundo o que foi discutido, mesmo que o Brasil adotasse uma redução seletiva para veículos norte-americanos, haveria risco de decisões judiciais internas que poderiam ampliar o efeito a veículos de outras origens, como a China. A perspectiva de um acordo até o dia 15 de julho permanece distante.

As negociações seguem sem avanço significativo, com o prazo para a aplicação de possível tarifaço ainda em aberto. O tema envolve governança comercial, regras da OMC e pressões políticas internas em ambos os lados.

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