Drones fizeram com que a guerra entre Rússia e Ucrânia mudasse de padrão nos últimos meses. Depois de anos lançando os bombardeios mais pesados do conflito, a Rússia agora passou a ser alvo de ataques cada vez maiores, que atingiram áreas estratégicas do país. Essa mudança foi resultado direto do avanço que a Ucrânia teve […]
Drones fizeram com que a guerra entre Rússia e Ucrânia mudasse de padrão nos últimos meses. Depois de anos lançando os bombardeios mais pesados do conflito, a Rússia agora passou a ser alvo de ataques cada vez maiores, que atingiram áreas estratégicas do país. Essa mudança foi resultado direto do avanço que a Ucrânia teve na produção e no desenvolvimento de drones.
No dia 18 de junho, a Ucrânia realizou a maior ofensiva contra Moscou desde o início da guerra. O ataque atingiu uma grande refinaria de óleo da região e forçou o fechamento dos quatro aeroportos da cidade. O Ministério da Defesa russo afirmou que quase 1.000 drones foram abatidos durante a ofensiva ucraniana.
Esse episódio faz parte de uma campanha que o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky chamou de “sanções de longo alcance“. O objetivo é pressionar o presidente russo Vladimir Putin a encerrar a guerra.
Outro episódio da escalada aconteceu na última terça-feira (30), quando drones ucranianos voltaram a atingir Moscou. Mais de 60 foram abatidos pela defesa antiaérea russa na aproximação da capital, e o ataque matou uma criança de 6 meses em uma cidade a cerca de 100 quilômetros da capital.
Putin reagiu à escalada admitindo dificuldades, mas sem sinalizar recuo. Ele afirmou que a Rússia enfrenta “certa escassez” de combustível, embora não seja crítica, e disse que pretende seguir com o plano de avançar sobre o Donbas. Em entrevista, classificou os ataques ucranianos de dolorosos, mas insistiu que os bombardeios russos causam ainda mais destruição. As informações foram retiradas do New York Times.
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