- Em dois mil e vinte e cinco, fontes renováveis de energia ultrapassaram o carvão como principal motor da geração de eletricidade global, respondendo por 34% da matriz elétrica, ante 33% do carvão.
- A mudança, confirmada pelo centro Ember, é a primeira vez que ocorre e resulta de investimentos de vinte anos, quando as renováveis passaram de 0,3% para 34%.
- China e União Europeia lideram a transformação; a China domina a produção de turbinas e painéis e fabrica mais de 80% dos componentes usados em parques renováveis.
- O custo da geração eólica em dois mil e vinte e quatro ficou por volta de 30 dollars por megawatt-hora e o solar, em torno de 40 dollars por MWh, caindo bastante desde dois mil e dez.
- No Brasil, cerca de 85% da eletricidade já vem de fontes de baixa emissão, com mais de dois mil projetos solares e cerca de quatrocentos cinquenta parques eólicos em andamento, além de investimentos previstos de 629 bilhões de dólares para ampliar a capacidade e a confiabilidade do sistema.
A matriz elétrica global vive uma virada histórica. Em 2025, as fontes renováveis – solar, eólica e hidrelétrica – ultrapassaram o carvão como principal motor de geração. Juntas, respondem por 34% da eletricidade mundial, ante 33% do carvão.
A mudança, confirmada pelo centro de pesquisa Ember, em Londres, resulta de investimentos maciços nas últimas duas décadas. A expansão das renováveis foi de 0,3% para 34%, com o objetivo de reduzir emissões de CO2.
Liderança europeia e chinesa
A Europa iniciou o processo de diversificação da matriz no passado, com parques eólicos no Mar do Norte. Dois anos depois, a China dominou a produção de turbinas e painéis solares, reduzindo custos de tecnologia.
Hoje a China fabrica mais de 80% dos componentes usados em parques renováveis, segundo Ember. O avanço tecnológico sustenta a resposta ao crescimento da demanda de eletricidade, sem depender tanto de combustíveis fósseis.
A geopolítica também acelera a transição. Países buscam reduzir a dependência de petróleo e gás devido a conflitos e sanções, fortalecendo a segurança energética com fontes locais.
Cenário de custos e impactos
Ember aponta que a expansão solar e eólica já supre quase todo o crescimento global de demanda por eletricidade. Mesmo com choques de mercados, o carvão tende a ficar como opção temporária, não a base.
O gás natural ajudou na transição, por emitir menos CO2 que o carvão. No Reino Unido, ganhou papel central na redução do carvão, mas permanece sujeito a cadeias internacionais de suprimento.
Brasil, desafios e oportunidades
O Brasil mantém uma matriz com alta participação de fontes de baixa emissão, principalmente hidrelétrica, em torno de 85%. Analistas apontam crescimento com mais de 2.000 projetos solares e cerca de 450 parques eólicos.
A Aneel estima investimentos de 629 bilhões de dólares para ampliar geração e segurança do sistema. A política precisa apoiar consumo produtivo e reindustrialização, segundo a Abrace Energia.
Obstáculos operacionais
A transição depende de armazenamento eficiente para lidar com a intermitência das renewables. Hoje, hidrelétricas, térmicas e biomassa ajudam a compensar, mas o planejamento é crucial.
Especialistas ressaltam o risco de curtailment, quando a oferta excede a capacidade de transmissão. A instalação rápida exige equilíbrio entre produção, rede e armazenamento.
Perspectiva
A mudança coloca a energia solar e eólica como sustentação da nova economia digital, desde centros de dados até inteligência artificial. O desafio é ampliar redes, armazenamento e investimentos para sustentar o ritmo.
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