- O fundo Verde, gerido por Luis Stuhlberger, teve queda de 0,69% em junho, ficando abaixo do CDI, que subiu 1,12%.
- No acumulado do ano, o Verde acumula ganho de 7,02%, acima do CDI, em 6,85%.
- As principais contribuições positivas em junho vieram de hedge no cupom cambial e de negociações de ações; as perdas vieram de metais preciosos, juro real americano e posições na bolsa brasileira.
- O começo do mandato de Kevin Warsh no Federal Reserve foi apontado pela gestora como o maior evento macro do mês, com precificação de altas de juros e impacto nas moedas.
- A Verde vê sinalizações de retorno a práticas de comunicação mais restritivas no Fed e ressalta que notícias sobre negociações entre Estados Unidos e Irã trouxeram queda de petróleo, contribuindo para o ambiente de volatilidade global.
O Fundo Verde, gerido por Luis Stuhlberger, teve neste mês de junho uma performance negativa de 0,69%, ficando abaixo do CDI, que avançou 1,12%. No acumulado do ano, porém, a estratégia acumula ganho de 7,02%, acima do CDI, em 6,85%. Os números são da carta mensal divulgada pela gestora nesta sexta-feira.
A contribuição positiva veio de hedges no cupom cambial e de operações de compra e venda de ações. No entanto, as perdas ocorreram nas alocações em metais preciosos, no juro real americano e em posições na bolsa brasileira, refletindo o ambiente de juros e volatilidade observado no mês.
Um marco do mês foi a entrada de Kevin Warsh na presidência do Fed. Diferente do esperado por muitos, o primeiro comunicado de Warsh enfatizou o controle de inflação, sem sinalizar direções claras de cortes. A Verde Asset entende que há retorno a práticas de comunicação semelhantes às do mandato de Alan Greenspan.
Segundo a gestora, os primeiros sinais de Warsh indicaram precificação de altas de juros no curto prazo, o que impactou moedas e elevou a percepção de “excepcionalismo americano”, influenciando sobretudo juros reais e metais na carteira do Verde.
Paralelamente, o avanço das negociações entre Estados Unidos e Irã foi visto como positivo para o ambiente inflacionário global e para os mercados de juros. Com o clima de aproximação, o petróleo WTI caiu 20,4% e o Brent cedeu 19,9% no mês, conforme avaliação da casa.
A conjuntura doméstica mostrou, novamente, saída de recursos estrangeiros, com fluxo negativo de aproximadamente R$ 7,786 bilhões na B3. Ruídos políticos aumentaram conforme o calendário eleitoral se aproxima, enquanto o mercado acionário internacional permanece atento aos ganhos ligados à inteligência artificial.
Para o curto prazo, a Verde prevê maior volatilidade nos ativos brasileiros e globais, recompondo posições para o segundo semestre. A gestão reforça que o portfólio manteve posição de renda fixa em juros reais nos EUA e seguiu com exposição a ouro e prata, em moeda.
No Brasil, houve leve incremento na exposição a renda variável por meio de opções, mantendo estável a alocação global. Não foram tomadas posições direcionais em renda fixa local, e a proteção de crédito externa diminuiu, mantendo, porém, a alocação de crédito doméstico.
Entre na conversa da comunidade