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Furtos e falhas na rede elétrica geram R$ 23,2 bilhões em 2025

Perdas técnicas e fraudes elevam o custo da energia; 2025 teve 14,3% da energia injetada e 76,2% das perdas não técnicas concentradas em dez distribuidoras

O levantamento da agência reguladora evidencia que a incapacidade de conter desvios está concentrada em locais e empresas específicos. Na imagem, postes de energia elétrica com cabos de internet e TV, na Vila Planalto, em Brasília
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  • Em 2025, perdas de energia elétrica no Brasil somaram R$ 23,2 bilhões, representando 14,3% da energia injetada no sistema de distribuição.
  • Despesas se dividem em perdas técnicas (7,2% da energia, cerca de 45 TWh) com custo estimado em R$ 11,7 bilhões, e perdas não técnicas (R$ 11,5 bilhões, 45 TWh, 7,1%).
  • As perdas não técnicas devem-se principalmente a furtos de energia, adulteração de medidores, ligações clandestinas e erros de faturamento; a Aneel aprovou o repasse de aproximadamente R$ 7,9 bilhões às tarifas, enquanto R$ 3,582 bilhões ficaram como glosa às distribuidoras de grande porte.
  • O problema é concentrado: 10 distribuidoras respondem por 76,2% das perdas não técnicas; Light (Rio de Janeiro) e Amazonas Energia concentram 31,2% das fraudes, atendendo juntos 5,8% do mercado.
  • Entre as macrorregiões, Norte tem o maior índice de perdas, seguido por Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste, enquanto Sul registra os menores percentuais.

O Brasil registrou perdas de energia elétrica de 23,2 bilhões de reais em 2025, resultado de falhas técnicas e fraudes conhecidas como gatos. A Aneel divulgou o relatório nessa quinta-feira, 2 de julho de 2026, detalhando a origem das perdas no sistema de distribuição.

As perdas representaram 14,3% de toda a energia injetada no setor de distribuição no ano passado. Parte desse custo é repassada aos consumidores por meio de revisões e reajustes tarifários.

GatOS E Perdas Técnicas

A Aneel divide as perdas em técnica e não técnica. A perda técnica ficou em 7,2% da energia injetada, cerca de 45,2 TWh, com custo estimado de 11,7 bilhões de reais. Ela decorre do transporte da energia e é inerente ao funcionamento do sistema.

As perdas não técnicas somaram 11,5 bilhões de reais em 2025, correspondendo a 45 TWh ou 7,1% da energia injetada. Fraudes, adulteração de medidores, ligações clandestinas e erros de faturamento foram apontados como principais causas.

Impacto na Conta de Luz

Para evitar repassar todo o peso da ineficiência às tarifas, a Aneel adota limites regulatórios. A regulação por incentivos parte do princípio de que falhas das distribuidoras não devem ser repercutidas integralmente.

Desses 11,5 bilhões em perdas não técnicas, a Aneel autorizou o repasse de cerca de 7,9 bilhões às tarifas. As glosas aplicadas às grandes concessionárias somaram 3,582 bilhões em 2025.

Concentração do Problema

A maior parte das perdas não técnicas está concentrada em poucas distribuidoras. Dez empresas de grande porte respondem por 76,2% das perdas não técnicas no país, segundo o levantamento.

As maiores concentrações ocorrem nas áreas atendidas pela Light (Rio de Janeiro) e pela Amazonas Energia, que somam 31,2% dos casos de fraudes e desvios, apesar de atenderem a apenas 5,8% do mercado de baixa tensão.

Regiões e Panorama

Entre as macrorregiões, o Norte registra o maior índice de perdas totais, seguido pelo Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste. A região Sul apresenta os menores percentuais de perdas.

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