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Governança e previsibilidade impulsionam a mineração brasileira

Goverança estável e previsibilidade regulatória são cruciais para atrair investimentos na mineração brasileira e ampliar empregos na região do Xingu

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  • Durante o CNN Talks, foram discutidos temas como segurança jurídica, licenciamento ambiental, atração de investimentos e desenvolvimento regional para ampliar a competitividade da mineração brasileira.
  • Clóvis Torres, CEO da Belo Sun, afirmou que o Brasil tem grande potencial mineral, mas a previsibilidade regulatória será decisiva para atrair investimentos.
  • A autorização ambiental é um dos principais desafios, devido à atuação de diferentes órgãos e etapas de análise; o Projeto Volta Grande do Xingu é destaque no debate.
  • A Belo Sun destaca que segue padrões de compliance compatíveis com empresas de capital aberto e que projetos são acompanhados por órgãos competentes, diferenciando a mineração regular de atividades ilegais.
  • O projeto Volta Grande deve gerar empregos, com previsão de cerca de mil empregos diretos na implantação e até dez mil indiretos, priorizando moradores de Altamira e fortalecendo o legado econômico da região após a mineração.

Durante o CNN Talks Nova Era da Mineração, realizado pela CNN Brasil em 30 de junho, Clóvis Torres destacou a importância da segurança jurídica e do diálogo com os territórios para transformar o potencial mineral em desenvolvimento econômico. O encontro contou com a abertura do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.

A programação abordou a demanda por minerais críticos, impulsionada pela transição energética e por tecnologias de baixo carbono. Autoridades, parlamentares, executivos, especialistas e representantes do sistema de Justiça debateram licenciamento ambiental, atração de investimentos e desenvolvimento regional.

Entre os debates, o painel sobre minerais para operar e transformar reuniu Arnaldo Jardim, da Frente Parlamentar da Mineração Sustentável, e Clóvis Torres, da Belo Sun. A mediação ficou com Daniel Rittner, da CNN Brasil em Brasília.

Torres afirmou que o Brasil tem potencial para ampliar a participação na produção de minerais estratégicos, desde que haja previsibilidade regulatória para investidores, comunidades e sociedade. O executivo ressalvou a importância de processos regulatórios estáveis.

Autorização ambiental e desenvolvimento dos territórios

Para Torres, obter autorizações ambientais continua entre os principais desafios, dada a presença de múltiplos órgãos e etapas de análise. Sobre o Projeto Volta Grande do Xingu, ele destacou o histórico recente da região após Belo Monte.

A região demanda avaliação conforme as características de cada projeto, segundo o executivo. Ele lembrou experiência anterior na gestão de Belo Monte para contextualizar a compreensão de requisitos e impactos regionais.

Torres afirmou que mineração, preservação ambiental e desenvolvimento econômico não são incompatíveis quando há planejamento, diálogo constante com comunidades e cumprimento das condicionantes. O respeito às exigências ambientais é visto como essencial.

Governança e fiscalização

O presidente da Belo Sun, responsável pelo Projeto Volta Grande, afirmou que a empresa mantém padrões de compliance compatíveis com companhias de capital aberto. Licenciamentos são acompanhados por órgãos competentes, conforme o executivo.

Segundo ele, há distinção entre operações formais de mineração e atividades ilegais ainda presentes em parte da Amazônia. A Belo Sun está sujeita à prestação de contas tanto a reguladores quanto a investidores.

Empregos e perspectivas para a região

Ao ser questionado sobre impactos locais, Torres destacou a geração de empregos como efeito inicial do projeto. Dois meses após a retomada da licença de instalação, cerca de 12 mil pessoas se cadastraram no site da empresa para oportunidades de trabalho.

A Belo Sun planeja priorizar moradores de Altamira, exigindo residência mínima de dois anos para evitar migração predatória. A empresa prevê cerca de mil empregos diretos na implantação e até dez mil quando consideradas as cadeias de fornecedores e serviços.

Torres ainda enfatizou que o legado econômico deve perdurar além da vida útil da jazida, com o desenvolvimento de atividades que fortaleçam a região após o encerramento das atividades de mineração.

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