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Governo empresta R$ 4 bi a bancos com 1,25% para apoiar Desenrola Adimplentes

Governo empresta R$ 4 bilhões a bancos a 1,25% ao ano para estimular Desenrola Adimplentes e Fies Empreendedor, com impacto até R$ 500 milhões na dívida pública

Funding disponibilizado pelo govern, é para que os bancos ampliem a oferta de crédito utilizando menos recursos próprios, afirmou Dudena
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  • O governo vai emprestar 4 bilhões de reais a bancos com juros de 1,25% ao ano para ampliar o funding do Desenrola Adimplentes e do Fies Empreendedor, incentivando instituições a atender mais clientes com menos recursos próprios.
  • Os bancos repassam o dinheiro aos clientes, mas com custo muito abaixo do CDI, criando um diferencial que, segundo o governo, pode reduzir a dívida pública em até 500 milhões de reais se toda a linha for usada.
  • Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil serão os operadores dos programas, devendo usar 30% de recursos próprios remunerados pela Selic e 70% com funding do governo a 1,25% ao ano; as instituições cobririam a diferença de custo.
  • No Desenrola Adimplentes, o funding é de 3 bilhões de reais, com expectativa de alcançar até 500 mil pessoas e reduzir juros para linhas de crédito de até 1,99% ao mês.
  • No Fies Empreendedor, entram 1 bilhão de reais de funding, para financiar atividades empreendedoras de estudantes com juros de até 11% ao ano (ou 0,87% ao mês), com prazos de até 60 meses para pessoas físicas e até 96 meses para pessoas jurídicas.

O governo informou na sexta-feira, 3, que vai emprestar 4 bilhões de reais a bancos para ampliar o funding de linhas de crédito do programa Desenrola Adimplentes e do Fies Empreendedor. O objetivo é reduzir o custo para instituições repassarem crédito, estimulando adesão ao programa.

A ideia é que bancos utilizem menos recursos próprios para ampliar a oferta de crédito, mantendo remuneração menor do que a taxa de referência. Os recursos saem da Conta Única, remunerada pela Selic, o que pode representar economia de até 500 milhões de reais na dívida pública caso toda a linha seja utilizada.

O Conselho Monetário Nacional, presidido pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, aprovou a medida. Integraram o colegiado o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti. Registra-se o papel de cada agente na implementação das novas condições.

Segundo Regis Dudena, secretário de Reformas Econômicas da Fazenda, a taxa de 1,25% ao ano é um diferencial decisivo para atrair bancos ao programa. O financiamento terá custo diferente do CDI, o que funciona como estímulo para adesão dos bancos, com retorno previsto via cobrança dos recursos emprestados.

Desenrola Adimplentes

O funding total para esse braço é de 3 bilhões de reais, com meta de alcançar até 500 mil pessoas. A linha busca reduzir as prestações para trabalhadores que pagam as parcelas em dia, mas enfrentam juros elevados. A expectativa é que bancos substituam linhas de maior rentabilidade por outras com juros próximos a 1,99% ao mês.

Os recursos permitirão que as instituições troquem linhas com juros maiores por alternativas mais baratas, amplificando a base de clientes. Bancos atuariam como operadores, oferecendo crédito acessível a partir de 1,25% ao ano para 70% do funding, com os 30% restantes de recursos próprios remunerados pela Selic.

A primeira fase do Desenrola já atingiu mais de 7 milhões de inadimplentes, segundo o governo. Além disso, o CPF de quem aderir poderá ficar bloqueado por seis meses em plataformas de apostas legais, como parte do programa.

Fies Empreendedor

Para o Fies Empreendedor, o governo destinou 1 bilhão de reais de funding. O objetivo é abrir linhas para estudantes que desejem abrir ou manter negócios após a graduação. As taxas ficam em até 11% ao ano, com prazos de até 60 meses para pessoas físicas e até 96 meses para pessoas jurídicas, incluindo carência.

A nota do CMN ressalta que os contratos com pessoas físicas permitem até seis meses de carência, sem capitalização de juros, e os com pessoas jurídicas, até 12 meses. Dudena enfatiza que não se trata de substituir linhas caras por outras mais baratas, mas de oferecer crédito adicional para atividades empreendedoras.

O Desenrola Adimplentes também contempla um braço voltado a trabalhadores formais com crédito consignado, que pode usar recursos do FGTS para manter juros de até 1,99% ao mês. As condições completas visam ampliar o acesso a crédito sem exigir recursos próprios dos tomadores.

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