- Fundo IOX Special, do Grupo IOX, avança na compra de créditos estressados, incluindo ativos vencidos e financiamento DIP (Debtor-in-Possession), com foco em crédito estruturado no Brasil.
- A ideia é ampliar estruturas que compram e reconstroem créditos fora do fluxo tradicional dos bancos, usando descontos, garantias estruturadas e gestão jurídica/ financeira ativa.
- Em março de dois mil e vinte e seis, a inadimplência empresarial chegou a vinte e um bilhões de reais, com R$ 212,8 bilhões em dívidas negativadas e 62 milhões de débitos em aberto, segundo dados do BC.
- No IOX Special, créditos vencidos representavam 0,4% do patrimônio líquido em abril de 2026, e a Provisão para Devedores Duvidosos correspondia a 0,3% do PL, por atenderem com deságio relevante e maior margem de segurança.
- Segundo o CEO do grupo, Richard Ionescu, a classe tende a ganhar espaço em ciclos de maior seletividade, beneficiando bancos ao oferecer canal adicional de reciclagem de balanços.
O Grupo IOX amplia a atuação no crédito privado ao transformar dívidas vencidas em ativos, via IOX Special, fundo voltado a créditos estressados. A estratégia acompanha a expansão dos FIDCs no Brasil, que passam a considerar inadimplência e ativos distressed.
Com inadimplência empresarial em alta, fundos de distressed e DIP financing começam a ocupar uma camada mais sofisticada do mercado de crédito privado. A montagem envolve aquisição com deságio, garantias estruturadas e gestão jurídica mais ativa.
Em março de 2026, a inadimplência de empresas chegou a 8,9 milhões de CNPJs, com R$ 212,8 bilhões em dívidas negativadas. O Banco Central monitora o atraso superior a 90 dias na carteira de pessoas jurídicas, sinal de deterioração.
O IOX Special mostra que créditos vencidos representavam 0,4% do patrimônio líquido do fundo em abril de 2026, enquanto a provisão para perdas era de 0,3% do PL, ressaltando a margem de segurança obtida com o desconto aplicado na aquisição.
Segundo Richard Ionescu, CEO do Grupo IOX, a classe tende a ganhar espaço em ciclos de maior seletividade, com foco em precificação, estrutura de garantias e capacidade de recuperação. A gestão jurídica é crucial para o desempenho.
Essa linha de atuação pode favorecer bancos ao criar um canal adicional de reciclagem de balanços, em um cenário de maior cautela na concessão de crédito pela instituição financeira.
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