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Idosos compartilham casa nos EUA para reduzir custos e combater solidão

Compartilhamento de moradia entre idosos cresce nos EUA para reduzir custos, evitar solidão e ampliar opções de moradia acessível

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  • Em mil e vinte e quatro, um terço dos domicílios chefiados por pessoas com 65 anos ou mais gastaram mais de 30% da renda com moradia.
  • O compartilhamento de moradia é visto como forma de criar habitação acessível, ajudando idosos que precisam de renda e quem busca moradia mais barata.
  • Exemplo em Denver: Shirley Jennett, 89 anos, recebeu Susan Beese, 79, no andar inferior da casa, com aluguel de oitocentos dólares por mês, em troca de ajuda com tarefas e jardinagem.
  • A Sunshine Home Share Colorado facilitou 31 compartilhamentos no ano anterior, usando uma rede de provedores e buscadores de moradia; há cerca de cinquenta e cinco organizações semelhantes nos Estados Unidos.
  • A demanda cresce por causa da escassez de moradia, aluguéis elevados e custos de vida; cidades como Portland já lançam programas de incentivo, e leis em alguns estados visam impedir restrições municipais a quem aluga quartos extras.

Um novo modelo de convivência oferece abrigo para idosos que enfrentam custos elevados de moradia nos Estados Unidos. Em Kansas, Colorado e outros estados, casais e indivíduos mais velhos compartilham casas para reduzir despesas e evitar a solidão. A prática tem ganhado espaço mesmo diante de custos crescentes.

Na prática, idosos com renda fixa dividem imóveis com pessoas que precisam de moradia acessível. Em Denver, uma moradora de 89 anos abriu espaço em sua casa para uma companhia de 79 anos, gerando pagamento mensal de 800 dólares. O acordo inclui tarefas como jardinagem e preparo de refeições.

A iniciativa local Sunshine Home Share Colorado atua como mediadora desde 2016, ligando provedores de moradia a buscadores. No último ano, a organização facilitou 31 compartilhamentos, recorde para a entidade. A administradora Alison Joucovsky destaca a eficiência dessa abordagem.

Profissionais envolvidos ressaltam que o compartilhamento facilita a ocupação de imóveis já existentes, reduzindo a necessidade de novos empreendimentos. A falta de habitação acessível e o aumento de aluguéis são apontados como impulsionadores da demanda.

Dados de 2024 mostram que um terço dos domicílios chefiados por pessoas com 65 anos ou mais gastaram mais de 30% da renda com moradia. O quadro é agravado pela manutenção de imóveis, impostos e contas de serviços públicos.

Representantes de entidades de habitação observam que o compartilhamento chega a beneficiar também jovens e famílias que não conseguem pagar aluguel. Em alguns estados, propostas legais incentivam ou protegem esse modelo de moradia.

Programas públicos em cidades como Portland incluem pagamentos a proprietários que acolhem quartos extras. Outros estados discutem leis para impedir restrições indevidas por municípios, ampliando a possibilidade de alugar quartos para não familiares.

Especialistas destacam que o compartilhamento não envolve cuidados pessoais, permanecendo focado na moradia acessível. A prática é vista como complemento a políticas de habitação, não como substituto de serviços de cuidado.

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