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Indústria brasileira cai 0,2% em maio, primeira queda desde 2025

Indústria brasileira cai 0,2% em maio, primeira queda desde dezembro de 2025; quedas em coque/derivados e indústria extrativa seguram o resultado, while automobilístico mantém expansão.

Águas Lindas - GO, 03 de dezembro de 2021. Agroindústria, produção de mel. Foto: Wenderson Araujo/Trilux
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  • Produção da indústria brasileira caiu 0,2% de abril para maio, primeira queda desde dezembro de 2025.
  • Em relação a maio do ano passado, houve expansão de 0,2%; no acumulado de 12 meses, variação positiva de 0,4%.
  • Resultado de maio ficou abaixo da previsão de mercado, que era de queda de 0,3%.
  • Principais destaques negativos foram coque, derivados de petróleo e biocombustíveis (-6,1%) e indústrias extrativas (-2,6%), interrompendo cinco meses de alta.
  • Entre os setores com ganhos, destacam-se bens de consumo duráveis (+3,6%), veículos automotores (+4,1%) e produtos farmacêuticos (+13,1%).

A indústria brasileira recuou 0,2% de abril para maio, interrompendo uma sequência de altas que vinha desde dezembro de 2025, quando houve queda de 1,9%. O desempenho também ficou abaixo das expectativas do mercado, que projetava queda menor (0,3%).

Na comparação com maio do ano passado, o setor avançou 0,2%. No acumulado de 12 meses, o índice registra alta de 0,4%. Os dados integram a Pesquisa Industrial Mensal, divulgada pelo IBGE nesta sexta-feira.

Destaques por segmento

Entre os produtores, coque e derivados do petróleo e biocombustíveis caíram 6,1%, e as indústrias extrativas recuaram 2,6%. Ambos interromperam cinco meses consecutivos de alta.

Pelo lado dos combustíveis, álcool etílico e gasolina foram os maiores impactos negativos. Na indústria extrativa, minério de ferro, óleos brutos do petróleo e gás natural puxaram a queda.

O segmento de alimentos também recuou, com queda de 1,3%. Em contrapartida, houve ganho expressivo em farmoquímicos e farmacêuticos (13,1%), veículos automotores, reboques e carrocerias (4,1%) e produtos químicos (3,1%).

Desempenho por grandes categorias

Entre as quatro grandes categorias, apenas bens de consumo duráveis apresentou alta de abril para maio, em 3,6%. Bens de consumo semi e não duráveis caíram 1,3%, bens de capital recuaram 0,2% e bens intermediários caíram 0,4%.

O setor automobilístico mostrou, pelo quinto mês seguido, crescimento, impulsionado pela produção de automóveis, caminhões e autopeças.

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