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Indústria tem desempenho de jan a abr abaixo das expectativas, diz CNI

Indústria fica aquém das expectativas no 1º quadrimestre; 73,9% das empresas apontam influência negativa da economia e demanda doméstica fraca

— Foto: Hugo Guillemard/Pexels
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  • Quase 73,9% das empresas disseram que as condições da economia influenciaram negativamente o desempenho no 1º quadrimestre de 2026.
  • O 1º quadrimestre ficou abaixo das previsões de fim de ano para 51,7% dos empresários ouvidos pela CNI, mesmo com crescimento de 4,4% na produção industrial no período, conforme o IBGE.
  • A produção industrial de maio, por outro lado, caiu 0,2% ante abril, segundo o IBGE.
  • A demanda interna ficou abaixo do esperado para 57,2% das empresas; 53,2% comunicaram queda de pedidos em carteira e encomendas.
  • Entre os fatores apontados, aparecem aumentos de custos com a guerra no Oriente Médio, obsolescência de máquinas, competitividade com importados e alto endividamento das empresas.

O desempenho da indústria brasileira no primeiro quadrimestre de 2026 ficou aquém das expectativas, segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI). A sondagem ouviu 271 empresas de 24 estados entre 4 e 18 de maio. O resultado aponta que 51,7% dos empresários julgam que o desempenho ficou abaixo do previsto para o período.

Quase 74% das empresas afirmaram que as condições da economia influenciaram negativamente seus negócios no 1º quadrimestre. Em contrapartida, 38% disseram que as condições internas não tiveram impacto negativo relevante. O levantamento também mostra queda de pedidos em carteira para 53,2% das firmas.

O que pressionou o setor foi a demanda doméstica mais fraca, observada por 57,2% dos entrevistados. Entre os motivos citados, estão aumento de custos, obsolescência de máquinas, concorrência de importados e alto endividamento. Ainda assim, parte das empresas mencionou avanços tecnológicos e maior automação como impulso pontual.

Desempenho versus produção industrial

Conforme dados do IBGE, a produção física da indústria avançou 4,4% no período, ainda que tenha recuado no mês de maio frente a abril, registrando queda de 0,2%. A CNI destaca que esse viés de alta não foi sentido pela maioria das empresas contatadas.

Para o futuro, a visão entre as empresas permanece cautelosa. 37,4% consideram cedo para avaliar o impacto no ano; 30,4% projetam avanço parcialmente sustentado, com riscos; 15,5% veem continuidade do crescimento; 9,8% enxergam apenas recuperação pontual.

Perspectivas e fatores

Entre os elementos citados, a guerra no Oriente Médio elevou custos e contribuiu para a pressão inflacionária. A obsolescência de equipamentos e a dificuldade de competir com importados também aparecem como entraves, segundo a consultoria da CNI. A maioria dos respondentes não observou impulso claro na atividade no início do ano.

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