- ISA Energia avalia uma oferta pública subsequente com distribuição primária de ações que pode levantar cerca de R$ 650 milhões, com recursos indo para o caixa; decisão ainda não foi tomada e o BTG Pactual atua como assessor.
- a operação pode ser restrita a investidores profissionais e exigir esforços de colocação no exterior; acionistas atuais teriam direito de preferência.
- a controladora ISA Capital pretende manter participação de 35,81%, desde que as condições finais da operação sejam consideradas adequadas.
- a assembleia geral extraordinária, marcada para 24 de julho, discutirá aumento do capital autorizado, flexibilização de futuras emissões e emissão de ações fora da atual proporção entre classes.
- no 1º trimestre de 2026, a ISA registrou lucro líquido de R$ 619,1 milhões, queda de 14,6% na comparação anual; a receita líquida cresceu 4,1%, impulsionada pelo setor de infraestrutura, mas houve aumento de despesas financeiras.
A ISA Energia (ISAE4) avalia uma oferta pública subsequente de ações com emissão primária de ações preferenciais, que pode levantar cerca de R$ 650 milhões. Os recursos seriam destinados ao caixa da empresa, conforme fato relevante divulgado na sexta-feira, 3 de julho. Ainda não há decisão definitiva sobre a operação.
Caso avance, a oferta será destinada exclusivamente a investidores profissionais e deverá contar com esforços de colocação no exterior. A ISA Energia informou que contratou o BTG Pactual como assessor financeiro da potencial transação.
Acionistas atuais terão direito de preferência na subscrição das novas ações, assegurando participação e mitigando diluição. A controladora ISA Capital planeja participar da oferta para manter sua fatia de 35,81%, sujeita às condições finais da operação.
A ISA Energia convocou assembleia geral extraordinária para 24 de julho, com pautas que incluem aumento do capital autorizado e flexibilização de futuras emissões. Também pode deliberar sobre emissão de ações fora da proporção entre classes e de outros valores mobiliários.
Resultados do 1º trimestre de 2026 mostraram lucro líquido de R$ 619,1 milhões, queda de 14,6% ante o mesmo período de 2025. A receita operacional líquida subiu 4,1%, impulsionada pelo segmento de infraestrutura.
A expansão de receitas foi puxada por ativos como Serra Dourada e Itatiaia, além de melhorias na rede. Contudo, as despesas financeiras aumentaram, pressionando o resultado devido a juros elevados e maior endividamento. A companhia ressalta que o desempenho reflete sua estratégia de crescimento por meio de ativos e eficiência operacional.
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