- As taxas futuras dos DI fecharam em queda na sexta-feira, em sessão sem Treasuries por feriado nos EUA.
- DI jan/2028 fechou em 14,105%, queda de 13 pontos-base ante o ajuste anterior de 14,239%.
- DI jan/2023 ficou em 14,41%, queda de 8 pontos-base frente o ajuste de 14,485%.
- Na semana, o DI jan/2028 caiu 5 pontos-base, enquanto o DI jan/2035 subiu 8 pontos-base, indicando leve inclinação da curva.
- Dados do IBGE mostraram produção industrial do Brasil caindo 0,2% em maio ante abril, com avanço de 0,2% na comparação com maio do ano anterior, reforçando expectativa de novo corte da Selic em dois passos no futuro.
O dia foi de queda nas taxas futuras dos DIs, com o ajuste começando desde a abertura da sessão. A desaceleração veio após dados fracos da produção industrial brasileira e em sequência a um feriado nos EUA, que deixou Treasuries fechados.
No fechamento de sexta-feira, o DI para janeiro de 2028 foi cotado em 14,105%, queda de 13 pontos-base frente ao ajuste anterior. Na ponta longa, o DI para janeiro de 2023 caiu 8 pontos-base para 14,41%. A curva manteve leve inclinação ao longo do dia.
Na semana, o DI de 2028 recuou 5 pontos-base, enquanto o de 2035 avançou 8 pontos-base, sinalizando ajuste moderado da curva. O feriado de Independência dos EUA interrompeu a liquidez no mercado de Treasuries, influenciando os preços no Brasil.
Dados da indústria e leitura de política monetária
O movimento de baixa refletiu, em parte, a divulgação do IBGE sobre a produção industrial do Brasil, que caiu 0,2% em maio ante abril e cresceu 0,2% na comparação com maio do ano anterior. Resultados abaixo do esperado reforçam a hipótese de novo corte da Selic em agosto, em 0,25 ponto.
Especialistas destacam que a curva brasileira corrigiu o movimento de ontem, quando houve alta generalizada. Um payroll fraco nos EUA amenizou pressões por aumento de juros pelo Federal Reserve, mas os prêmios dos DIs permaneceram em alta, mantendo o ajuste no Brasil.
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