- Quase 1 milhão de camisas falsificadas de seleções e clubes foram apreendidas pela Receita Federal nos últimos meses, em meio ao aumento da procura por itens da Copa do Mundo.
- Camisas falsificadas não podem ser vendidas nem doadas enquanto mantiverem logotipos e marcas que violem propriedade intelectual.
- Quando é possível remover as características de falsificação, as peças passam por descaracterização e podem ser destinadas a doação; se não for viável, são destruídas.
- Em geral, mercadorias apreendidas pela Receita podem ir a leilão, doação, incorporação por órgãos públicos ou destruição, mas há restrições para itens que infringem direitos de propriedade intelectual.
- A apreensão envolve 965,5 mil camisas em portos e aeroportos, com valor estimado de cerca de R$ 50 milhões; principais locais incluem Porto de Santos, portos do Rio de Janeiro e o Aeroporto do Galeão, entre outros.
Quase 1 milhão de camisas falsificadas de seleções e clubes foram apreendidas pela Receita Federal nos últimos meses, em meio ao aumento da procura por itens relacionados à Copa do Mundo. O material foi retido em portos, aeroportos e transportadoras em todo o país. A prática envolve violação de direitos de propriedade intelectual e evasão fiscal.
A Receita afirma que camisas piratas não podem ser vendidas nem doadas como foram apreendidas. Produtos contrafeitos não têm autorização para leiloar ou distribuir à população enquanto mantiverem logotipos e símbolos protegidos por marca.
Em alguns casos, é possível descaracterizar as peças retirando logotipos e escudos. Nessas situações, as camisas podem ser destinadas à doação, desde que a descaracterização seja viável e adequada.
Quando a descaracterização não é viável, a Receita determina a destruição das mercadorias, buscando opções mais sustentáveis sempre que possível. A regra segue diferenças em relação a outras mercadorias apreendidas, que podem ir a leilão, doação ou uso por órgãos públicos.
A apreensão aumentou com a proximidade da Copa. Levantamento da Receita para o UOL aponta 965,5 mil camisas piratas retidas em portos e aeroportos, com valor estimado de cerca de R$ 50 milhões.
Entre os principais locais: Porto de Santos (SP) com 428 mil peças, portos do Rio de Janeiro somando 250 mil, aeroporto do Galeão (RJ) com 2 mil, Boavista (RR) com mais de 500 e a operação SP chamada Desvio de Rota com 285 mil camisas.
A Receita destaca que o prejuízo envolve mais do que a falsificação. Compra e venda de itens piratas costumam estar associadas a importação irregular, sonegação de impostos e atuação de organizações criminosas, com estimativa de sonegação de até R$ 39 milhões nessa amostra.
A nota da Receita Federal encaminha ao UOL ressalta que, embora consumidores sometimes reconheçam preço alto de camisas oficiais, combater a falsificação visa manter legalidade, proteger o consumidor, empregos formais e a concorrência justa.
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