- O Pará lidera o avanço do setor fitness no Norte, com crescimento de 178% entre 2019 e 2025 e expansão de academias no interior.
- Projeção aponta que o Brasil pode ultrapassar setenta mil centros de atividades físicas até 2027, com interiorização do mercado.
- A expansão é associada ao crescimento da classe média regional e ao modelo de franquias que acelera a presença em cidades menores.
- O mercado de wellness no Brasil movimenta cerca de US$ 96 bilhões, impulsionado por saúde, longevidade e serviços especializados.
- A chegada de academias profissionais no interior da Amazônia gera empregosDiretos e indiretos, melhora a qualidade de vida e amplia o acesso a cuidados com a saúde.
O Pará lidera o movimento de interiorização do setor fitness no Norte do Brasil, conforme dados de estudo sobre o Panorama Setorial Fitness. O texto aponta expansão de 178% no estado entre 2019 e 2025, impulsionada pela popularização de academias estruturadas e pela entrada de marcas via franquias.
A tendência indica interiorização do mercado, com cidades do interior paraense migrando de espaços reduzidos para serviços de saúde e bem-estar. A mudança reflete aumento da renda da classe média regional e maior valorização de qualidade de vida.
Ainda segundo o estudo, o Brasil pode superar 70 mil centros de atividades físicas até 2027. O Pará aparece como polo emergente no Norte, contribuindo para o “efeito de interiorização” observado no setor.
Expansão no Pará
No interior da Amazônia, pequenas e médias cidades vêm ganhando opções de academias profissionais. A Interfit atua nesse movimento, fortalecendo a oferta de serviços e gerando impactos econômicos locais. O objetivo declarado é atender mercados historicamente mal atendidos.
A chegada de uma estrutura profissional de treino é apresentada como geradora de empregos diretos, desde instrutores até recepcionistas, além de estimular uma cadeia de manutenção, fornecedores e serviços. O efeito indireto envolve melhoria da saúde e incremento de qualidade de vida.
Especialistas destacam três fatores para o crescimento: renda da classe média, mudança cultural que valoriza saúde e bem-estar, e a carência de opções de lazer nas cidades menores. A presença de academias passa a representar também convívio e rotina para a comunidade.
A expansão via franquias é vista como sinal de potencial econômico e empreendedor no Norte. Além de demanda não atendida, há percepção de mercado para serviços de bem-estar, com atuação que se aguça conforme a oferta de qualidade cresce.
Para o fundador da Interfit, a interiorização ainda está no estágio inicial, mas tende a se intensificar. O próximo passo envolve oferta segmentada, centros voltados para bem-estar, recuperação, treino orientado e acompanhamento técnico, com uso de tecnologia para medir evolução.
A empresa argumenta que o avanço exige logística cuidadosa, adaptação cultural e mão de obra qualificada, especialmente em cidades distantes. A experiência regional já estabelecida ajuda a reduzir prazos e custos de implementação.
A perspectiva é de que cidades de pequeno e médio porte da região recebam modelos de serviço mais sofisticados, fortalecendo a economia local e consolidando a presença de marcas nacionais, com atuação cada vez mais pautada pela qualidade e pela pertinência ao público regional.
As informações foram coletadas com base no Panorama Setorial Fitness e em declarações de Estevam Neto, CEO da Interhold Global e fundador da Interfit e da Interlig, que atuam para expandir a rede no interior da Amazônia.
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