- Espera-se que o gás natural supere o petróleo como principal fonte de energia dos EUA até o fim da década, com a diferença quase zerada em 2025 e uma vantagem significativa até 2030.
- Em 2025, o gás natural representou 36% do consumo de energia dos EUA, pouco abaixo do petróleo, com a mudança impulsionada pela expansão do gás via fraturamento hidráulico.
- O uso de eletricidade a partir de gás e o crescimento de veículos elétricos elevaram a demanda por gás, enquanto a gasolina perde participação na demanda interna.
- A substituição de usinas a carvão pelo gás ocorreu entre 2011 e 2020, e a eletrificação da economia, com renováveis, sustenta a evolução para o gás e a energia limpa.
- O crescimento do gás natural liquefeito (GNL) é significativo, com os EUA já sendo o maior exportador; a Shell projeta que até 2035 o GNL represente parcela relevante da produção, sem deixar de lado o papel das renováveis.
A depender da evolução do mercado, o gás natural pode superar o petróleo como principal fonte de energia dos EUA até o fim desta década. A previsão surge de analistas e executivos ouvidos pela Bloomberg News.
Segundo estudo, até 2025 a demanda por gás natural deve ficar próxima da do petróleo, com o gás ganhando espaço. A diferença entre as duas fontes deve diminuir ainda mais até 2030.
Toby Rice, CEO da EQT, uma das maiores produtoras de gás dos EUA, afirma que é provável ultrapassar esse marco nos próximos dois anos. Ele projeta vantagem expressiva do gás até 2030.
Essa tendência está associada à revolução do xisto, que elevou a produção de gás natural desde a última década. Ao mesmo tempo, a economia dos EUA se eletrificou, reduzindo a demanda por gasolina.
A rede elétrica dos EUA já depende amplamente do gás natural, respondendo por mais de 40% da geração. Veículos elétricos também elevam a demanda por eletricidade, pressionando a matriz energética.
Dados da EIA indicam que a demanda por petróleo deve crescer 0,6% entre 2025 e 2027, enquanto o gás natural avançaria 3,4% no mesmo período. A oferta de gás ganha ritmo com o gás natural liquefeito (GNL).
O GNL tem papel central na estratégia dos EUA como exportador. A produção de GNL deve crescer significativamente, com o país já liderando as exportações globais.
Analistas destacam que o gás é visto como opção barata para manter sinergias entre geração elétrica e eletrificação de setores da economia, em especial tecnologia e transporte. A transição avança sem depender apenas de renováveis.
Mesmo com investimentos governamentais no carvão, o declínio desse combustível deve continuar à medida que energia limpa, gás e GNL ampliam participação na rede. O panorama aponta para uma mudança estrutural.
Atenção às perspectivas: a EIA projeta maior demanda por gás e leve alta para o petróleo, o que sinaliza continuidade da convergência entre as duas fontes na matriz energética norte-americana.
A visão de especialistas aponta que, além da geração elétrica, o gasoduto de uso industrial e a flexibilidade do gás facilitam a integração de renováveis. A transição envolve múltiplos agentes do setor.
Fontes consultadas incluem a Bloomberg News, a EIA e o Environmental Defense Fund, que acompanham a evolução da matriz energética dos EUA.
Os dados indicam que a eletroeletricidade tende a sustentar o crescimento do gás, enquanto fontes renováveis ampliam participação. O mercado observa como o equilíbrio entre petróleo e gás pode se alterar até 2030.
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