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Plano de Transformação Ecológica eleva recursos do Fundo Clima 316 vezes

Plano de Transformação Ecológica eleva recursos do Fundo Clima 316 vezes; previsão de R$ 27,5 bilhões para este ano e R$ 141 bilhões em investimentos privados

Iniciativas de restauração florestal são essenciais para que o Brasil alcance suas metas climáticas
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  • O Plano de Transformação Ecológica elevou os recursos do Fundo Clima em 316 vezes, com previsão de R$ 27,5 bilhões para este ano.
  • O principal setor financiado é a transição energética, somando R$ 12,5 bilhões, com destaque para renováveis e biocombustíveis (biometano).
  • De 2023 a 2025, a carteira do Fundo Clima ganhou intensidade em indústria verde, urbanismo sustentável, florestas, recursos hídricos, máquinas e equipamentos verdes, logística e mobilidade verde.
  • O Brasil captou US$ 5,5 bilhões em títulos soberanos sustentáveis entre 2023 e 2025; espera-se entre US$ 1 bilhão e US$ 3 bilhões em 2026 para manter a curva de juros e a liquidez.
  • O Eco Invest Brasil registrou quatro leilões, com previsão de R$ 141 bilhões em investimentos; do total, R$ 100 bilhões vêm de capital privado, R$ 41,6 bilhões de capital público catalítico, e cerca de R$ 63 bilhões devem ser captados no exterior.

O Plano de Transformação Ecológica elevou os recursos do Fundo Clima em 316 vezes, segundo o Ministério da Fazenda. A previsão para este ano é de 27,5 bilhões, ante 0,09 bilhões em 2020. A medida integra o pacote de ações do governo para qualificar investimentos ambientais.

O principal setor financiado é a transição energética, com 12,5 bilhões. Destacam-se projetos em renováveis e biocombustíveis, especialmente o biometano. A carteira 2023-2025 também amplia investimentos em indústria verde, urbanismo sustentável, florestas, recursos hídricos, máquinas e equipamentos verdes, além de logística e mobilidade sustentável.

Panorama de captação e investimentos

Do lado público, o Brasil captou 5,5 bilhões de dólares em títulos soberanos sustentáveis entre 2023 e 2025, para projetos ecológicos. A meta para 2026 é manter o patamar, entre US$ 1 bilhão e US$ 3 bilhões, conforme Rafael Dubeux, assessor especial da Fazenda. A ideia é preservar liquidez e juros estáveis para esses títulos.

Em valores anuais, as emissões de títulos ficaram em: US$ 2 bilhões (2023), US$ 2 bilhões (2024) e US$ 1,5 bilhão (2025). Já na mobilização de capital privado, o Eco Invest Brasil concluiu quatro leilões, com previsão de 141 bilhões em investimentos totais.

O programa reduz riscos financeiros e cambiais para atrair investimentos de longo prazo em áreas como transição energética, recuperação de terras degradadas, infraestrutura verde e adaptação. Do total previsto, 100 bilhões devem ser alavancados com capital privado e 41,6 bilhões com capital público catalítico.

Destaques adicionais

  • Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico: recursos empenhados passaram de 1,9 bilhão em 2021 para 30,7 bilhões em 2025; subvenções em projetos de alto risco tecnológico chegam a 7 bilhões em 2025.
  • Letras de Crédito do Desenvolvimento: emissões somam 16,3 bilhões pelo BNDES, BRDE e BDMG, apoiando indústria, pequenos negócios e modernização rural.
  • Fundos climáticos concessionais: Brasil captou 6 bilhões de dólares entre 2023 e 2025, com 41 projetos financiados.
  • Plataforma Brasil de Investimentos Climáticos: 20 projetos no pipeline, com 26,5 bilhões de dólares em potencial e 4,1 bilhões já confirmados.
  • Debêntures incentivadas e de infraestrutura: emissões somaram 396 bilhões de reais entre 2023 e 2026, alta superior a 180% frente ao período 2019-2022.

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