- O PMI de serviços do Brasil ficou em 51,3 em junho, acima dos 50,4 de maio, marcando o oitavo mês seguido de expansão.
- A recuperação da demanda foi alavancada por eventos ligados à Copa do Mundo, hospitalidade e atividades de mídia, mantendo a produção em crescimento.
- O emprego no setor caiu pela primeira vez em cinco meses, com demissões e ajustes de quadro.
- Subsetores apresentaram perfis distintos: transportes, informação e comunicação e serviços ao consumidor cresceram; finanças e seguros e imobiliário/serviços às empresas recuaram.
- Custos e inflação de insumos aceleraram, deixando o cenário com menor otimismo para os próximos 12 meses; o PMI composto subiu a 50,7.
O PMI de serviços do Brasil apontou recuperação em junho, com a leitura em 51,3, ante 50,4 em maio. O resultado indica oitavo mês seguido de expansão da atividade, apesar da alta de preços. O estudo é da S&P Global.
A demanda retomou a crescer em junho, impulsionada por eventos da Copa do Mundo, gastos com hospitalidade e atividades de mídia. A produção dos serviços nacionais também avançou, ainda que de forma moderada.
Subsetores tiveram desempenho divergente: houve avanços em transporte, informação e comunicação e serviços ao consumidor. Finanças, seguros, imobiliário e serviços às empresas apresentaram contração.
Desempenho do emprego mostrou queda pela primeira vez em cinco meses, com demissões e planos de desligamento. O ritmo de queda foi o mais intenso em mais de cinco anos, segundo a pesquisa.
Os custos subiram, com alta de insumos e de commodities. Empresas indicam possibilidade de repassar parte dos aumentos aos preços nos próximos meses, pressionando a demanda.
Apesar da melhora mensal, o otimismo com a atividade nos próximos 12 meses caiu a 11 meses, influenciado por eleição, instabilidade econômica e tensões geopolíticas.
PMI Composto
O PMI composto, que reúne serviços e indústria, atingiu 50,7 em junho, contra 49,5 em maio, sinalizando expansão da atividade econômica como um todo.
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