- A produção industrial caiu 0,2% em maio, ante abril, conforme dados do IBGE.
- A queda ficou concentrada nos setores extrativista (-7,9%) e coque, derivados de petróleo e biocombustíveis (-5,1%).
- O economista Stéfano Pacini, do FGV Ibre, diz que a desaceleração pode ser pontual, após cinco meses de crescimento.
- Veículos automotores avançaram 4,1% na margem, com alta de 7,3% em relação a maio de 2025 e 3,2% no acumulado do ano.
- A taxa Selic em 14,25% é vista como ambígua: pode frear investimentos e compras de bens duráveis, ainda que haja políticas para mitigar efeitos.
A produção industrial teve queda de 0,2% em maio, na comparação com abril, segundo o IBGE. O recuo é visto como potencialmente pontual.
Um economista da FGV Ibre, Stéfano Pacini, avalia que a queda ficou concentrada em setores com peso relevante na indústria de transformação. O extrativista recuou 7,9% e o coque, derivados de petróleo e biocombustíveis caíram 5,1%.
Mesmo com o recuo, houve destaques positivos, como o setor de veículos automotores, que subiu 4,1% na margem. Em comparação com maio de 2025, o avanço foi de 7,3%, e no acumulado do ano o ganho é de 3,2%.
Setores com maior impacto
Pacini observa que a recuperação recente de bens duráveis chama atenção, já que o VAM atingiu patamar mais alto no fim do ano passado e permanece resiliente mesmo com juros elevados.
A Selic, hoje em 14,25% ao ano, tem efeitos ambíguos sobre a indústria. Conforme o economista, políticas públicas ajudam a mitigar impactos, mas o patamar elevado influencia decisões de investimento e de compra de bens duráveis.
A expectativa é de continuidade de uma política monetária contracionista até o fim do ano, o que tende a reduzir o ânimo de investimento e a propensão de consumo em alguns setores da indústria.
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