- O Ministério do Desenvolvimento elevou a projeção de superávit da balança comercial para US$ 90 bilhões em 2026, ante US$ 72,1 bilhões anteriormente.
- Se confirmada, será a segunda maior da série histórica, atrás apenas de 2023, e representa alta de 32,3% em relação ao saldo de US$ 68,1 bilhões de 2025.
- A revisão ocorreu após desempenho acima do esperado nas exportações e importações no primeiro semestre, com exportações subindo 11,5% nos seis primeiros meses.
- A projeção para o fluxo de comércio em 2026 também subiu: exportações esperadas em US$ 394,4 bilhões e importações em US$ 304,4 bilhões.
- Em junho, houve superávit de US$ 9,8 bilhões, com exportações de US$ 36,3 bilhões e importações de US$ 26,5 bilhões; no semestre, balança acumula US$ 42,4 bilhões de superávit.
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) elevou a projeção de superávit da balança comercial brasileira para 2026, de US$ 72,1 bilhões para US$ 90 bilhões. O ajuste acompanha o desempenho acima do esperado de exportações e importações no primeiro semestre.
Caso se confirme, o saldo de US$ 90 bilhões ficaria apenas atrás do recorde de 2023, representando alta de 32,3% ante os US$ 68,1 bilhões de 2025. A revisão ocorreu após avaliação de fluxos comerciais mais vigorosos no período Janeiro-Junho.
Projeção revisada
A estimativa para o total de comércio externo em 2026 também subiu. As exportações devem alcançar US$ 394,4 bilhões, incremento de US$ 30,2 bilhões frente a abril. As importações passaram de US$ 292,1 bilhões para US$ 304,4 bilhões.
Herlon Brandão, diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior, afirmou que a revisão reflete a aceleração dos fluxos comerciais. “Observamos maior dinamismo em exportação e importação, o que eleva o valor previsto”, disse.
Junho recorde
Os números também mostram um junho expressivo: superávit de US$ 9,8 bilhões, impulsionado por exportações de US$ 36,3 bilhões, alta de 24,9% ante junho de 2025. As importações somaram US$ 26,5 bilhões, aumento de 14,4%.
O petróleo bruto foi o principal motor da expansão das exportações, segundo o Mdic. O valor exportado subiu pela combinação de preços internacionais elevados e maior volume embarcado. O preço do petróleo cresceu 67,6% na comparação com junho de 2025, com volume 6,8% superior.
Outros setores contribuíram, entre eles soja, carnes, combustíveis e farelo de soja da indústria de transformação. O desempenho do semestre manteve a meta de 2026 como possível ano de recorde, com balança acumulada positivo.
Saldo do semestre
Entre janeiro e junho, o Brasil acumulou superávit de US$ 42,4 bilhões, frente a US$ 30,2 bilhões do mesmo período de 2025. Exportações somaram US$ 184,8 bilhões; importações, US$ 142,4 bilhões, reforçando a perspectiva de desempenho recorde no ano.
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