- A JET chegou ao Brasil em 2024 e hoje tem o país como principal mercado global, com faturamento de R$ 182 milhões em 2025 e frota de cerca de 50 mil veículos.
- O total de viagens ultrapassa 23 milhões, com 5 milhões de usuários cadastrados e participação de aproximadamente 85% do mercado brasileiro de micromobilidade compartilhada.
- A empresa planeja subir a frota para até 60 mil veículos até o fim de 2026, ampliar a presença em cidades já atendidas e entrar em novas praças como Rio de Janeiro e Curitiba.
- A estratégia atual prioriza rentabilidade, usando inteligência artificial para reduzir custos e aumentar eficiência, além do aplicativo GO JET, que registrou 500 mil downloads nos dois primeiros meses.
- No Brasil, a operação envolve cerca de 1.150 empregados, com logística de baterias removíveis, centros de serviço locais e sistemas de geofencing para regular circulação e estacionamento.
A JET, empresa de patinetes elétricos do Cazaquistão, ampliou rapidamente atuação no Brasil desde a chegada em 2024. Em 2025, a companhia faturou 182 milhões de reais e estabeleceu o Brasil como seu principal mercado global, com cerca de 50 mil veículos em operação.
A operação brasileira atende a mais de 5 milhões de usuários cadastrados e já soma mais de 23 milhões de viagens realizadas. Hoje, a JET detém aproximadamente 85% do mercado brasileiro de micromobilidade compartilhada. O CEO Ilia Timakhovskiy aponta metas de rentabilidade, além de expansão de frota.
A estratégia atual prioriza eficiência e lucratividade, mantendo o foco em viagens curtas de cerca de 2,5 quilômetros, com duração típica entre 10 e 15 minutos. A empresa planeja chegar a 60 mil veículos até o fim de 2026 e ampliar presença em cidades já atendidas, bem como em novas praças como Rio de Janeiro e Curitiba.
Como a JET chegou ao Brasil
A JET nasceu no Cazaquistão com o objetivo de oferecer mobilidade compartilhada para deslocamentos curtos. A proposta busca complementar o transporte público, conectando casa, trabalho e pontos comerciais. A entrada no Brasil ocorreu em 2024, após testes em cidades menores como Itajaí e Sorocaba.
A empresa expandiu para grandes capitais em sequência, incluindo São Paulo, Recife, Fortaleza, Belo Horizonte e Brasília. Segundo Timakhovskiy, o Brasil oferece clima favorável, infraestrutura de ciclovias em expansão e usuários já acostumados a apps de mobilidade.
Operação, frota e segurança
Nos moldes atuais, a JET opera com uma estrutura de manutenção robusta. Em São Paulo, por exemplo, cerca de 5 mil patinetes convivem com 800 pontos de estacionamento indicados no aplicativo. A recarga utiliza baterias removíveis, substituídas em campo por equipes móveis.
Cada cidade mantém centros de serviço próprios, com patinetes projetados para durar entre quatro e seis anos. O índice de furtos é baixo, estimado em 0,5%, graças ao design dos equipamentos para dificultar reaproveitamento externo.
Tecnologia e custos
A principal aposta para aumentar a rentabilidade envolve inteligência artificial. A empresa desenvolve ferramentas para melhorar distribuição de frota, prever demanda e organizar rotas de manutenção. A meta é crescer em lucro sem ampliar proporcionalmente os custos.
O aplicativo GO JET substituiu a plataforma anterior, alcançando cerca de 500 mil downloads nos dois primeiros meses. O app opera com pagamentos locais, incluindo Pix, cartão e carteira digital, e processos de geolocalização para gerenciar zonas, tarifas dinâmicas e segurança.
Regulação, regras e uso responsável
A expansão depende de acordos com prefeituras, licitações e credenciamentos. A geofence restringe velocidade e circulação onde há maior movimento de pedestres, e o fim da viagem requer foto do veículo estacionado no local permitido. Infringimentos geram notificações e bloqueio de conta em casos de reincidência.
Próximos passos
A JET aponta que hoje opera em apenas 20% a 30% da área potencial de São Paulo, com planos de ampliar bairros e subprefeituras. A empresa pretende levar mais bicicletas elétricas para mercados como Recife, Fortaleza e Belo Horizonte, expandindo o portfólio além dos patinetes.
Fora do Brasil, a atuação se estende à América Latina, com operações no Chile e no México. O diferencial estratégico é provar que uma frota extensa, manutenção constante e regulação municipal podem gerar margem, diante de novos patamares de rentabilidade.
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