- Tesouro Selic 2031 foi o título com maior rentabilidade no primeiro semestre de 2026, com rentabilidade bruta de 6,86% e ganho líquido de 5,49%.
- Entre os dez melhores, aparecem Tesouro Educa 2027, 2028, Tesouro Prefixado 2029, Tesouro Educa 2029, 2030, Tesouro Prefixado 2032 e Tesouro IPCA 2032, com ganhos que vão de 0,38% a 5,49%.
- A inflação acumulada no período foi de 3,5% pelo IPCA-15; apenas Tesouro Selic e Tesouro Educa+ 2027 bateram a inflação.
- O desempenho negativo atingiu papéis como Tesouro Renda 2065, com queda de 9,22%, e outros com perdas entre cinco e nove por cento.
- Em caso de títulos no negativo, o investidor pode esperar até o vencimento para receber a rentabilidade contratada; exceções são Tesouro Selic e Tesouro Reserva.
O Tesouro Direto registrou desempenho diverso no primeiro semestre de 2026. O conjunto de títulos considerados o mais seguro da economia brasileira apresentou variações, influenciadas pela revisão das perspectivas da Selic. Os guias apontam quem ganhou e quem perdeu com esse movimento.
Entre os ativos, o Tesouro Selic 2031 liderou a rentabilidade, com ganho bruto de 6,86% no período, equivalendo a 5,49% de retorno líquido. Outros títulos tiveram quedas ou ganhos menores, evidenciando o desenho de mercado para o juro básico. O cenário reflete a inflação medida pelo IPCA-15 em torno de 3,5%.
Campeões de 2026
A lista dos dez maiores rendimentos do Tesouro Direto no primeiro semestre de 2026 ficou assim: Tesouro Selic 2031 (5,49% líquido), Tesouro Educa 2027 (3,71%), Tesouro Educa 2028 (2,90%), Tesouro Prefixado 2029 (2,64%), Tesouro Educa 2029 (2,26%). Com menor retorno estão Tesouro Educa 2032 e outros papéis educacionais.
A inflação acumulada no período foi de 3,5%, pelo IPCA-15. Apenas duas séries superaram a inflação: Selic 2031 e Educa+ 2027. A maior parte dos títulos não acompanhou a alta de preços, pressionada pela mudança de cenário para a taxa Selic.
O recuo dos preços de títulos como Tesouro Prefixado e Tesouro IPCA ocorreu conforme traders passaram a ver uma queda da Selic menos intensa em 2026. A revisão de perspectivas tornou menos atrativos alguns papéis atrelados à inflação e ao juro fixo.
Os perdedores do ano
O pior desempenho ficou com o Tesouro Renda 2065, com queda de 9,22%. Quem aplicou R$ 1.000 no início do ano pode resgatar menos perto de agosto, caso a posição seja mantida até o vencimento. Outras perdas fortes ficaram com IPCA 2050 (-5,75%), Renda 2050 (-6,24%), Renda 2055 (-6,93%) e Renda 2060 (-7,61%).
A explicação para o desempenho fraco envolve a revisão de expectativas para a taxa básica de juros. Quando os investidores ajustam as apostas, o preço dos títulos com juros fixos e indexados tende a recuar. Isso reduz o ganho de quem entra ou pretende resgatar antes do vencimento.
O que fazer?
Para quem tem títulos com rentabilidade negativa, a recomendação é manter até o vencimento para receber o retorno contratado. A exceção costuma ficar com Selic e Tesouro Reserva, que apresentam menor probabilidade de prejuízo antes do prazo.
Quem pensa em alocar novos recursos deve considerar a necessidade de cumprir o prazo até o vencimento para obter a rentabilidade prevista. A escolha de títulos depende do prazo e da tolerância a variações de juros.
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