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Roubo de hardware de IA cresce e alimenta mercado ilegal bilionário

Roubo de hardware de IA se intensifica com expansão de data centers, alimentando mercado ilegal bilionário e impactos na cadeia de suprimentos

Roubo de hardware de IA cresce e impulsiona mercado ilegal bilionário
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  • O crescimento dos data centers e a alta demanda por componentes de IA tornam servidores e chips alvos do crime organizado, com cargas revendidas no mercado ilegal por valores milionários.
  • A expectativa é de que o mercado global de data centers alcance US$ 7 trilhões até o fim da década, ampliando a lucratividade do roubo de hardware de IA.
  • Em Illinois, investigadores recuperaram US$ 1,3 milhão em equipamentos de data centers; parte das cargas roubadas foi encontrada perto de Chicago, incluindo US$ 1 milhão em infraestrutura furtada na área de Jacksonville, na Flórida.
  • Dados da Verisk CargoNet apontam que o roubo de cargas movimentou US$ 725 milhões em 2025; nos três primeiros meses deste ano, foram registrados 767 casos, com perdas de US$ 132 milhões, e eletrônicos responderam por 22% dos roubos.
  • Quadrilhas estruturadas atuam internacionalmente, abastecendo mercados na China, Rússia e Irã, usando fraudes digitais, documentos adulterados e invasões a sistemas logísticos; o setor de logística tem adotado IA para monitorar remessas.

O roubo de hardware voltado a IA cresce e alimenta um mercado ilegal bilionário, impulsionado pela expansão de data centers e pela demanda por componentes especializados. Especialistas ouvidos pela Fortune apontam que esse crime se intensificou nos últimos anos, acompanhando a popularização da IA generativa.

Especialistas dizem que o valor de troca desses equipamentos no mercado clandestino aumentou com a projeção de um mercado global de data centers que pode chegar a US$ 7 trilhões até o fim da década. No radar de criminosos, cargas de servidores e semicondutores tornaram-se alvos lucrativos, com operações internacionais em andamento.

A leitura de especialistas é corroborada por operações policiais nos EUA. Na última semana, investigadores do Estado de Illinois recuperaram US$ 1,3 milhão em equipamentos roubados de data centers. Um trailer próximo a Chicago continha cerca de US$ 1 milhão em infraestrutura furtada em Jacksonville, Flórida, enquanto outro carregava US$ 300 mil em fios de cobre no Alabama.

Cenário atual de roubo de hardware

Dados da Verisk CargoNet indicam que o roubo de cargas somou US$ 725 milhões em 2025. No primeiro trimestre de 2026, houve 767 casos e perdas de US$ 132 milhões. Apesar da queda de ocorrências em relação ao ano anterior, o valor médio de cada carga aumentou para quase US$ 275 mil.

A Verisk CargoNet ressalta que itens de alto valor e de fácil revenda, como servidores e semicondutores, tornam-se alvos cada vez mais atraentes. Crimes nesse segmento não apenas interrompem cadeias de suprimentos, mas elevam prejuízos operacionais acima do valor furtado.

Casos recentes ilustram a tendência. Em julho de 2024, um caminhão da Ceva Logistics transportando cerca de US$ 15 milhões em semicondutores e itens da Apple foi roubado no Nevada e encontrado vazio na Califórnia duas semanas depois. Em dezembro, criminosos levaram mais de US$ 7 milhões em chips da Nvidia de um armazém na Califórnia, um dia antes da entrega prevista para uma unidade da Supermicro.

Segundo a Fortune, organizações criminosas estruturadas atuam em nível internacional e abastecem mercados na China, Rússia e Irã. Esses grupos utilizam fraudes digitais, empresas de transporte falsas, documentos adulterados e invasões a sistemas logísticos para desviar cargas de alto valor.

O setor de logística tem respondido com investimento em ferramentas de IA para monitoramento de remessas e validação de documentos. O objetivo é evoluir tanto a tecnologia quanto as medidas de segurança para acompanhar a chamada corrida armamentista no setor.

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