- Santa Catarina abriu a licitação para a operação de voos regionais com subsídio de até R$ 22,5 milhões no primeiro ano, tendo Florianópolis como hub e ligando a capital a nove cidades do interior.
- As propostas devem ser apresentadas até 17 de julho; vence quem oferecer o menor preço por hora de voo, dentro das regras do edital.
- O programa Voa + SC prevê voos com aeronaves de 9 a 19 assentos, ao menos dois voos semanais por rota, e ajuste de frequências conforme a demanda.
- O governo projeta início dos primeiros voos entre novembro e dezembro de 2026, após a escolha da empresa vencedora, com metas de ocupação para orientar reforços de frequência.
- A iniciativa busca aproximar as regiões, estimular investimento, turismo e empregos, usando a infraestrutura de aeroportos regionais já recebida com investimentos recentes.
O governo de Santa Catarina abriu a licitação para a nova malha de voos regionais com subsídio de até R$ 22,5 milhões no primeiro ano. O programa Voa + SC busca conectar Florianópolis a nine cidades do interior, com voos de passageiros e cargas, subsidiados pelo estado. A fase de disputa envolve a contratação de uma empresa aérea para operar as rotas.
O edital, publicado em junho, estabelece regras e o prazo de propostas até 17 de julho. Vence quem apresentar o menor preço por hora de voo, dentro das condições definidas. O objetivo é viabilizar as rotas com investimento público limitado, ampliando a oferta inicialmente e reduzindo o subsídio ao longo do tempo.
Como funciona o programa
A Secretaria de Portos, Aeroportos e Ferrovias coordena o Voa + SC, que tem o interior como origem ou destino, conectando cidades entre si e a Florianópolis. A meta é aproximar regiões, facilitar investimentos, apoiar produtores, fortalecer o turismo e gerar empregos, com melhorias em aeroportos regionais que somam mais de R$ 150 milhões.
Na primeira etapa, a capital funciona como hub e as seguintes cidades entram: São Miguel do Oeste, Joaçaba, Caçador, Blumenau, Correia Pinto, Lages, Jaguaruna, Forquilhinha (Criciúma) e Joinville. As rotas devem ter pelo menos dois voos semanais, com aeronaves de 9 a 19 assentos, com ajustes conforme demanda.
O custo por hora é limitado e o estado contrata até 160 horas de voo mensais, com o valor máximo por hora sendo pago à empresa. As passagens vendidas são abatidas no contrato, que pode chegar a R$ 22,5 milhões. Sem subsídio, as tarifas seriam inviáveis para passageiros.
Acompanhamento e cronograma
A seleção da empresa vencedora ocorre após o lançamento do edital, com início dos voos previsto entre novembro e dezembro de 2026, caso não haja contestações. A principal métrica de acompanhamento será a taxa de ocupação das aeronaves, que poderá levar a ajustes de frequência.
A ideia é que, assim que o contrato seja assinado, haja maior frequência em rotas com maior demanda e possível inclusão de novos destinos, com base nos indicadores operacionais e econômicos obtidos ao longo da execução.
Impacto econômico e setorial
Setor empresarial enxerga ganhos para o desenvolvimento regional. A Facisc aponta que o programa pode compor a infraestrutura do estado, além de gerar dados de passageiros e cargas para orientar novos investimentos, especialmente em logística e transporte. A estratégia é vista como estímulo ao turismo e à atividade econômica local.
Especialistas em turismo ressaltam que o tempo de trajeto é crucial para a escolha do destino. Voos regionais podem tornar deslocamentos de até cinco horas mais previsíveis, beneficiando viajantes a negócios, saúde e turismo de lazer, desde que haja oferta integrada de hotéis, restaurantes e atrações locais.
Entre na conversa da comunidade