- O Spotify removeu cerca de 500 mil reproduções da música “Earrings”, de Malcolm Todd, após investigação que apontou indícios de streaming artificial.
- A canção havia chegado ao topo das paradas americanas na plataforma antes do ajuste.
- A suspeita envolve apostas em plataformas de previsões, como Kalshi, com a hipótese de bots inflarem streams para lucrar com apostas.
- O trader Caleb Davies afirmou que a probabilidade de a música alcançar o top 1 de um dia para o outro seria extremamente baixa, e que o caso envolve apenas o Kalshi, não o Polymarket.
- As empresas envolvidas (Kalshi, Polymarket e Spotify) disseram que estão avaliando o incidente e adotando medidas, como remoção de logos e verificações extras em listas de músicas mais ouvidas.
O Spotify removeu cerca de 500 mil reproduções da canção Earrings, do cantor Malcolm Todd, após uma investigação que apontou indícios de streaming artificial. A remoção ocorreu após a plataforma identificar padrões que indicaram manipulação de números de audição.
A investigação levanta a hipótese de que apostadores estariam inflacionando números de streams para lucrar com apostas em mercados preditivos. O caso envolve plataformas de previsão, como Kalshi e Polymarket, que permitem apostar sobre resultados variados, inclusive dados de entretenimento.
Segundo o analista Caleb Davies, responsável pela apuração, a probabilidade de Earrings alcançar o top 1 em um único dia seria extremamente baixa de forma randômica. Davies afirmou que a música chegou a figurar entre os top 5 de streams diários nos EUA nas semanas anteriores.
O Kalshi confirma que está em contato com Spotify para tratar do assunto e investiga o ocorrido. Já o Polymarket informou que não era possível apostar em Malcolm Todd e ressaltou não ter encontrado indícios de manipulação em apostas relacionadas a streaming.
Fontes próximas às investigações indicam que o Spotify pediu a remoção do logotipo de Kalshi e Polymarket de seus sites de apostas. A empresa também informou que pretende reforçar verificações antes de divulgar listas de músicas mais ouvidas.
O caso é citado como um episódio recente de intersecção entre cultura pop e mercados preditivos. O The Hollywood Reporter apontou que não é a primeira controvérsia envolvendo esse tipo de plataforma com o setor de entretenimento, gerando dúvidas sobre práticas de dados e apostas.
As respostas oficiais até o momento destacam que, apesar das evidências de streaming artificial, não há confirmação de envolvimento direto do artista na suposta fraude. A investigação continua em andamento, com participação de Spotify, Kalshi e Polymarket.
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