- Nina Saúde, startup capixaba de saúde domiciliar, inicia operações em São Paulo em agosto, começando por Moema, Itaim Bibi e Vila Olímpia.
- Investimento de R$ 500 mil foi destinado à montagem da unidade física e a ações iniciais de marketing, com a operação centralizada na sede em Vitória.
- Objetivo é alcançar 100 mil atendimentos por ano em São Paulo e chegar a R$ 70 milhões de receita em 2026; 2025 fechou em R$ 40 milhões.
- O público pediátrico responde por cerca de 90% dos atendimentos, com ticket médio de aproximadamente R$ 800; expansão para infusão de medicamentos, coleta de exames e convênios está nos planos.
- A empresa busca liderança nacional até 2030, já figurando entre as cinco maiores clínicas de imunização no Brasil; estratégia paulista inclui parcerias com médicos e influenciadores.
A Nina Saúde, startup capixaba de saúde domiciliar, vai iniciar operações em São Paulo em agosto, buscando ampliar sua presença no maior mercado consumidor do país. A entrada ocorre inicialmente em três bairros da capital: Moema, Itaim Bibi e Vila Olímpia, com foco na vacinação em domicílio. A operação paulista soma R$ 500 mil em investimento para estruturar a unidade física e ações iniciais de marketing.
Fundada em 2021 pelos médicos Felipe Paste e Bil Randerson Bassetti, a empresa tem 110 funcionários e pretende chegar a 100 mil atendimentos por ano em São Paulo no médio prazo. O modelo administrativo permanece centralizado na sede, em Vitória (ES), enquanto a equipe local cuida da ponta operacional, incluindo enfermagem.
Crescimento e expansão
A Nina Saúde visa se firmar como uma das maiores empresas de vacinação do Brasil até 2030, segundo o CEO Felipe Paste. Atualmente, a empresa figura na 5ª posição entre clínicas de imunização no Brasil, segundo IQVia, com o público pediátrico respondendo por cerca de 90% dos atendimentos.
O tíquete médio por atendimento é de aproximadamente R$ 800. O setor pediátrico representa mais de 60% do volume de doses distribuídas no Brasil, com bebês recebendo imunizantes mensalmente no primeiro ano de vida. O modelo de negócios atual foca em atendimento particular, já que vacinas não integram o rol obrigatório da ANS.
Perspectivas e atuação no mercado
No médio prazo, a Nina planeja ampliar serviços para infusão de medicamentos e coleta de exames, além de buscar convênios. A expansão deve começar pelo Capítulo SP, com estratégia de parcerias com médicos e influenciadores digitais para ampliar a capilaridade, seguindo o mesmo playbook utilizado em outras praças.
A empresa já opera em cinco estados e no Distrito Federal, com unidades em Brasília, Porto Alegre, Curitiba e Goiânia. Em 2025, a Nina fechou com receita de cerca de R$ 40 milhões, projetando crescimento para R$ 70 milhões em 2026, mantendo o ritmo de crescimento observado nos últimos anos.
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