- Santander projeta crescimento de 3,85% do PIB do Tocantins em 2026, o maior entre as unidades da federação analisadas.
- Desempenho é puxado pela soja, milho e carne, principais produtos de exportação do estado.
- Fatores estruturais ajudam: localização central, disponibilidade de terras, Ferrovia Norte-Sul, Hidrovia Tocantins e clima favorável.
- Safra de 2025/2026 pode atingir cerca de 11 milhões de toneladas de grãos, com mais de 6 milhões de toneladas de soja, impulsionando a expansão da fronteira agrícola no Matopiba.
- Investimentos privados, incentivos fiscais e melhoria logística sustentam o crescimento, com aumento de produtividade via tecnologia.
O Tocantins deve liderar o crescimento do PIB brasileiro em 2026, segundo projeção do Santander. A economia estadual deve avançar 3,85% no próximo ano, superando todas as demais unidades da federação e o ritmo nacional.
O estudo aponta o Tocantins à frente de São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo, que aparecem com 1,80%, 1,79% e 2,10%, respectivamente, em meio a uma desaceleração nas regiões Sul e Sudeste.
Foco no agronegócio e fatores estruturais
O secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Fred Sodré, ao Correio, atribui o desempenho a uma estratégia de fortalecimento do agronegócio, principal vocação econômica do estado. Ele cita soja, milho e carne como pilares de exportação.
Entre os fundamentos citados estão a localização central no país, disponibilidade de terras, Ferrovia Norte-Sul, potencial da Hidrovia Tocantins e condições climáticas favoráveis. A produtividade elevada também é apontada como diferencial.
A projeção prevê safra recorde em 2025/2026, próxima de 11 milhões de toneladas de grãos, com mais de 6 milhões de toneladas de soja. A expansão da fronteira agrícola no Matopiba é destacada como motor do crescimento.
Mudança de eixo econômico e perspectivas
Segundo Sodré, o estado mostra uma mudança geográfica na economia brasileira: áreas tradicionais enfrentam limitações de expansão, enquanto o Tocantins tem espaço para crescer e aumentar a produtividade com tecnologia e solos melhorados.
Ele afirma que produtores de São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul buscam novas fronteiras, atraídos por incentivos fiscais, segurança jurídica e desburocratização ambiental. Investimentos privados também são destacados.
O Santander estima que a Região Norte, como grupo, mantenha liderança em 2026, com média de 3% de crescimento, superior à média nacional. Roraima (3,62%), Amazonas (3,04%), Amapá (2,96%) e Mato Grosso (2,92%) aparecem próximos.
Perspectivas para os próximos anos
Para 2027, a projeção norte-americana aponta continuidade do movimento, com a Região Norte prevista a crescer em torno de 2,4%. O avanço do Tocantins é visto como resultado da combinação entre produção, infraestrutura e sustentabilidade.
Sodré enfatiza que o desenvolvimento sustentável é um diferencial do estado, aliado a investimentos em infraestrutura logística e ao diálogo entre governo, produtores e entidades do setor. A tendência é manter Tocantins como uma importante fronteira de crescimento.
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