- A importadora E-Motors Brasil suspendeu as vendas dos elétricos JMEV Emova Easy e Emova Urban, os dois mais baratos vendidos no Brasil, devido ao aumento do frete marítimo e do imposto de importação de carros elétricos.
- O Easy era anunciado por R$ 69.990 e o Urban por R$ 99.990, sendo o Urban o segundo veículo elétrico mais barato do mercado.
- O aumento do custo do frete ocorreu com o preço do contêiner de 40 pés subindo de US$ 1.800 no início do ano para cerca de US$ 10.200, tornando a importação inviável para modelos já encomendados.
- A suspensão permanece while o custo do transporte marítimo não recuar; não há data prevista para retomada das vendas, segundo o CEO Mercidio Jivisiez.
- A E-Motors Brasil atua com uma concessionária em Pedro Leopoldo, Minas Gerais, e tinha meta de chegar a 30 points de venda e vender 1.000 unidades até o fim de 2026; a empresa diz não pretender repassar os aumentos aos consumidores.
A importadora E-Motors Brasil suspendeu as vendas dos carros elétricos JMEV Emova Easy e Emova Urban no Brasil. A decisão foi tomada diante do aumento do frete marítimo entre China e Brasil e da alta da alíquota de importação sobre veículos elétricos, que passou a 35% na última quarta-feira, 1º de julho de 2026.
O Emova Easy, anunciado em março por R$ 69.990, era o modelo mais barato entre os elétricos vendidos no país. O Emova Urban custava R$ 99.990 e figurava como o segundo mais acessível na região.
#### Motivo principal: custos de importação
Segundo Mercidio Jivisiez, CEO da E-Motors Brasil, o contêiner de 40 pés passou de US$ 1.800 para US$ 10.200, tornando inviável a importação dos veículos já encomendados junto à fábrica na China. A empresa optou por paralisar as vendas enquanto o custo do transporte marítimo permanecer proibitivo.
A decisão envolve manter a suspensão até que os custos logísticos recuem. Não há data definida para a retomada, e a empresa não projeta repassar o aumento aos consumidores.
#### Cenário da operação no Brasil
A E-Motors opera uma concessionária em Pedro Leopoldo, Minas Gerais, e pretendia chegar a 30 pontos de venda em um ano. A meta era vender 1.000 unidades até o fim de 2026, segundo informações da empresa.
Jivisiez afirmou que a empresa não pretende repassar o aumento aos clientes quando as operações forem retomadas. A suspensão, portanto, segue até que o frete volte a níveis viáveis para o mercado brasileiro.
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