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Agronegócio domina audiência nos EUA sobre tarifa de 25% contra o Brasil

Audiências em Washington discutem tarifa de 25% sobre parte das exportações brasileiras, com agro em destaque e participação de Roberto Azevêdo

Miniatura do presidente dos EUA, Donald Trump, em ilustração diante da bandeira do Brasil com a palavra "tarifas"
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  • Audiências públicas em Washington discutem a tarifa adicional de 25% sobre parte das importações brasileiras, proposta pelos EUA.
  • O painel reúne representantes do setor agropecuário brasileiro e americano, com participação de carne, café, arroz, etanol, açúcar e sementes de um lado, e produtores de milho, combustíveis renováveis e açúcar do outro.
  • As sessões integram a fase final da investigação do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) de 2025, que acusa o Brasil de práticas comerciais desleais; a decisão final depende das audiências.
  • Do lado brasileiro, participam Abiarroz, CNA, Cecafé, Abics, Unem, Unica, SRB e ABEM; entre os norte-americanos, associations ligadas a milho, combustíveis renováveis, sementes, grãos e pecuária.
  • Roberto Azevêdo, ex-diretor-geral da Organização Mundial do Comércio, estará presente defendendo os interesses brasileiros; mesmo com exclusões para alguns itens, a decisão final pode manter ou não a sobretaxa.

O agronegócio será o foco das audiências públicas que começam hoje em Washington para discutir uma tarifa adicional de 25% sobre parte das importações brasileiras. A investigação aberta pelo USTR aponta práticas comerciais consideradas desleais pelo governo norte-americano.

A lista de participantes mostra forte presença de representantes do setor agropecuário dos dois países. Estão confirmadas vozes de entidades brasileiras de carne, café, arroz, etanol, açúcar e sementes, além de associações americanas de pecuaristas, produtores de milho, combustíveis renováveis e açúcar.

As audiências integram etapas finais da investigação do USTR, iniciada em 2025. O objetivo é avaliar se o Brasil pratica distorções comerciais que justificariam a sobretaxa.

Entre os pontos questionados estão políticas relacionadas ao Pix, tarifas, propriedade intelectual, combate à corrupção e fiscalização ambiental. Ao final, o governo dos Estados Unidos deverá decidir se mantém a recomendação de impor a sobretaxa.

Alguns setores já foram excluídos da proposta inicial, como carne bovina, aeronaves e minerais estratégicos. A decisão final depende da conclusão das audiências e de deliberação do governo americano.

Entre os representantes brasileiros, participam dirigentes da Abiarroz, CNA, Cecafé, Abics, Unem, Unica, SRB e Associação Brasileira dos Exportadores de Mel. Do lado americano, aparecem entidades de produtores de milho, combustíveis renováveis e sementes.

A composição dos painéis indica temática dupla: interesses ofensivos dos EUA, como combustíveis renováveis e sementes, e preocupações brasileiras com acesso ao mercado americano para produtos agropecuários.

Ex-diretor da OMC participa das negociações

Roberto Azevêdo, ex-diretor-geral da OMC, figura entre os nomes de peso. Contratado por representantes privados, ele fará três intervenções defendendo os interesses brasileiros.

Azevêdo participa como assessor técnico para acompanhar as negociações sobre a investigação. O papel dele é orientar as percepções do setor privado brasileiro.

A supervisão do processo é acompanhada de perto pelo setor, já que os EUA são destino significativo de café, açúcar, etanol, suco de laranja e produtos florestais do Brasil. A conclusão poderá influenciar relações comerciais entre as duas nações.

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